UC-II: Tratamento da Artrite - Farmácia Artesanal Inovação
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UC-II: Tratamento da Artrite

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A artrite aflige aproximadamente 43 milhões de Americanos, os dois tipos mais comuns de artrite são a osteoartrite (OA) e a artrite reumatóide (AR) (CROWLEY et al., 2009). A osteoartrite (OA) é definida pela Sociedade Americana de Reumatologia como um grupo heterogêneo de condições caracterizadas pela degeneração da cartilagem articular e por mudanças ósseas subjacentes nas articulações (ALTMAN, et al., 1986). Tratamentos não-cirúrgicos comuns para a OA incluem os inibidores da ciclooxigenase- 2 (COX-2) e anti-inflamatórios não-esteroidais, alvos para a dor e inflamação. Infelizmente, muitos destes fármacos mostram-se com eficácia limitada e são associados a diversos efeitos adversos, e a alta toxicidade (SARZI-PUTTINI et al., 2005).

Apresentação do UC-II com animação

LEIA O NOVO ESTUDO CLÍNICO SOBRE A SEGURANÇA E EFICÁCIA DE COLÁGENO NÃO DESNATURADO TIPO II NO TRATAMENTO DA OSTEOARTRITE DO JOELHO (FASCÍCULO DO ESTUDO CLINICO)

Existe um aumento no reconhecimento da importância do papel dos nutracêuticos na manutenção óssea e na saúde das articulações. Entre os nutracêuticos, o extrato natural de colágeno como o UC-II, tem ganhado considerável atenção recentemente, devido a sua eficácia no tratamento de OA (CROWLEY et al., 2009).

O UC-II é um colágeno tipo II não desnaturado derivado da cartilagem do esterno do frango. Estudos com animais e humanos, têm demonstrado que o UC-II é efetivo e seguro para o tratamento da OA. Uma avaliação quantitativa da eficácia terapêutica do UC-II por 120 dias foi avaliada em cães com OA utilizando análise Ground Force Plate (GFP), procedimento que objetivamente mede o pico de força e a área de impulso. A suplementação com UC-II nos cachorros mostrou uma melhora significativa, indicado pela análise GFP. O pico de força aumentou 18% e a área de impulso elevou para 44%, sugerindo um aumento de força e diminuição no nível da dor (GRUPTA, et al., 2009b).

Fonte: Pharmanostra

Fonte: Pharmanostra

Os efeitos benéficos do UC-II na OA foi também observada em cavalos. No estudo, os animais foram suplementados com placebo, UC-II (320mg, 480mg e 640mg) ou uma combinação de 5400mg de glucosamina mais 1800mg de condroitina, diariamente, por 150 dias. Os animais que receberam o UC-II, nas três dosagens diferentes, apresentaram significativa redução na dor causada pela artrite. As três dosagens de UC-II apresentaram igual eficácia, entretanto 480mg foi considerada a dose ótima. Nesta dosagem, houve 88% de redução da dor em geral e 78% de redução da dor ao manusear os membros. A administração diária de UC-II reduziu significativamente os sinais e sintomas da artrite em cavalos. A glucosamina e condroitina provaram redução da dor artrítica, mas com eficácia menor que o UC-II. As três suplementações foram bem toleradas e não produziram nenhum evento adverso (GRUPTA et al., 2009a).

 

Eficácia do UC-II superior ao combinado de Condroitina e Glucosamina

A glucosamina e a condroitina são os dois nutracêuticos mais comumente utilizados em humanos, bem como em animais para aliviar as dores associada à artrite (CROWLEY et al., 2009). Estudos prévios têm mostrado que o Colágeno Tipo II não desnaturado é efetivo para o tratamento de Artrite Reumatóide (AR) (TRENTHAM, 1996 apud CROWLEY et al., 2009), e estudos têm mostrado ser efetivo também para o tratamento da OA (BAGCHI,et al., 2002 apud CROWLEY et al., 2009).

Fonte: Pharmanostra

Fonte: Pharmanostra

Em triagem clínica, 52 pacientes com OA no joelho foram divididos para receber UC-II (n=26) ou Glucosamina e Condroitina (n=26, G­­+C). Os pacientes foram avaliados clinicamente nos dias 0, 30, 60 e 90 do tratamento. A suplementação de um grupo foi feita com uma dose diária de 40mg de UC-II (20mg pela manhã e 20mg à tarde), o outro grupo recebeu dose diária de 1,5g de Glucosamina e 1,2g de Condroitina, em um total de 4 cápsulas (2 pela manhã e 2 à tarde) (CROWLEY et al., 2009).

Na avaliação WOMAC (Índice para avaliar OA no joelho e quadril) o grupo tratado com UC-II apresentou significativa melhora da dor na superfície plantar do pé, na dificuldade em andar sobre uma superfície plana e em executar as tarefas domésticas, quando comparado ao grupo que recebeu G+C. Além disso, quando os grupos foram comparados nos intervalos de visitas, as melhoras (com UC-II) em vários fatores WOMAC foram superiores ao tratamento com G+C. O tratamento com UC-II foi muito efetivo, com redução de 33% na rigidez e na dor, comparado com 14% de melhora com a G+C, após 90 dias de tratamento. Análise estatística indica que o tratamento com UC-II por 90 dias, significativamente melhorou os scores de WOMAC, em todos os pontos de avaliação. Em contraste, os pacientes que receberam G+C não apresentaram nenhuma mudança estatística nos scores de WOMAC, na avaliação feita com 90 dias de tratamento (Figura 1) (CROWLEY et al., 2009).

Ambos os tratamentos reduziram o score VAS, entretanto o UC-II foi mais eficaz, com redução de 40% após 90 dias de tratamento, enquanto a G+C reduziram 15,4 %. O Índice funcional de Lequesne foi utilizado para determinar o efeito dos diferentes tratamentos sobre a dor, durante as atividades diárias. O tratamento com UC-II reduziu 20,1% o Índice funcional de Lequesne, em comparação a 5,9% no grupo que recebeu G+C. Assim, a suplementação com UC-II mostrou melhora na qualidade de vida dos pacientes (CROWLEY et al., 2009).

 

Efeito da administração oral do UC-II na artrite

A artrite reumatóide (AR) é caracterizada pelo ataque de células T ao colágeno tipo II das articulações, o qual resulta em danos a cartilagem, inchaço nas articulações, dor e inflamação. Tentativas do corpo em remodelar as articulações, são ultrapassadas pelo ataque do sistema imune e pela degradação da cartilagem das articulações. Esses eventos são, então, caracterizados pela perda de controle da resposta auto-imune. Mecanismos envolvendo a defesa do organismo, proteção e manutenção da auto-integridade, são forças contrárias na qual os mecanismos de tolerância eficientemente suprimem o ataque imune, a um limiar necessário (BAGCHI, et al., 2002).

foto artriteUm paradigma tradicional propõe que a artrite reumatóide é uma desordem imunológica devido a um antígeno antrogênico ainda não identificado. Vários fatores imunológicos estão envolvidos, como a indução de linfócito CD4, células CD4, macrófagos, neutrófilos e fator de necrose tumoral (WEINER, 1997 apud BAGCHI, et al., 2002). Quase todas as biomoléculas responsáveis pela resposta imune adaptativa e inata são glicoproteínas. Entretanto, pouca atenção é direcionada para a possibilidade de um comprometimento da glicosilação, afetar a configuração das glicoproteínas, incluindo IgG e colágeno tipo II. Estes, após o reconhecimento e durante a sinalização da resposta imune, podem iniciar um ataque ao próprio colágeno das articulações (RUDD, et al., 2001 apud  BAGCHI, et al., 2002).

Esta perspectiva fornece informações sobre como o sistema imunológico incorre em uma perda de auto-tolerância e explora a possibilidade de falhas na glicosilação/galactosilação (afeta a síntese de glicoproteínas, alterando sua conformação tridimensional, como do colágeno tipo-II e IgG). Esse fenômeno está na raiz da deficiência do fenômeno de reconhecimento e atividade da resposta para a hiper-autoreação imune da destruição do colágeno na patogênese da AR (LANG, et al., 2001 apud BAGCHI, et al., 2002). A imunização com UC-II (antígeno) tem mostrado em induzir artrite. Entretanto, a ingestão oral de antígenos nativos não desnaturados em contato com o tecido linfático associado ao intestino, resulta em um efeito inteiramente oposto. A indução de tolerância oral, utilizando pequenas doses de colágeno tipo II não desnaturado glicosilado (UC-II), têm demonstrado efetividade em inibir o ataque de células T ao colágeno tipo II das articulações, incluindo baixa responsividade imunológica, e redução da dor e inflamação (BARNETT, et al., 1998 apud BAGCHI, et al., 2002).

 

Faça o download do arquivo no link abaixo e saiba mais sobre o assunto.


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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Altman R, et al.1986. Development of criteria for the classification and reporting of osteoarthritis. Classifcation of osteoarthritis of the knee. Diagnostic and Terapeutic Criteria Committee of the American Rheumatism Association. Arthritis Rheum 29:1039–1049.

Bagchi, et al. 2002. Effects of orally administered undenatured type II collagen against arthritic inflammatory disease: a mechanistic exploration. Int. J. Pharm. Res. XXII (3/4) 101-110.

Crowley DC, Lau FC, Sharma P, Evans M, Guthrie, N., Bagchi, M. Bagchi, D., Dey, D. K. Raychaudhuri, S. P. 2009. Safety and efcacy of undenatured type II collagen in the treatment of osteoarthritis of the knee: a clinical trial. Int J Med Sci 6:312–321.

Grupta, C. R. et al. Therapeutic efficacy of undenatured type-II collagen (UC-II) in comparison to glucosamine and condroitin in arthritic horses. 2009a. J. Vet. Pharmacol. Therap. 32, 577-584.

Gupta RC, Lindley J, Barnes M, Minniear J, Goad JT, Canerdy TD, Bagchi M, Bagchi D. 2009b. Pain reduction measured by ground force plate in arthritic dogs treated with type-II collagen Baltimore, MD: Society of Toxicology.

Sarzi-Puttini P, Cimmino MA, Scarpa R, Caporali R, Parazzini F, Zaninelli A, Atzeni F, Canesi B. 2005. Osteoarthritis: an overview of the disease and its treatment strategies. Semin Arthritis Rheum 35:1–10.


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