SkinBiotics

SkinBiotics
SkinBiotics são uma tendência mundial na dermatologia e cosmetologia para restauração das barreiras cutâneas e no tratamento de distúrbios cutâneos.

Probióticos

SkinBiotics são probióticos que contém fragmentos ativos sendo a utilização por meio da aplicação tópica com o objetivo de restaurar as barreiras cutâneas e reduzir as desordens que acometem a pele e ainda promover o equilíbrio do microbioma cutâneo (KOBER & BOWE, 2015).

A microbiota cutânea é composta por vírus, bactérias e fungos que habitam a superfície da pele. A pele é a primeira barreira de defesa do organismo, sua homeostase tem uma relação simbiótica entre o hospedeiros e os microrganismos que a habitam. O equilíbrio se dá por meio de vias de sinalização direcionada pelo sistema imune inato e adaptativo. Os microrganismos podem produzir peptídeos antimicrobianos, agir sobre o controle da produção de peptídeos antimicrobianos por queratinócitos, e ainda estimular a imunidade do hospedeiro (DRÉNO et al., 2016; CHEN & TSAO, 2013; CINQUE et al., 2011).

Existe uma interação equilibrada entre as populações bacterianas hospedeiras e residentes ou de transição. Esse balanço é continuamente afetado por fatores intrínsecos (hospedeiros) e extrínsecos (ambientais) que alteram a composição das comunidades de microrganismos da pele e a função de barreira da pele do hospedeiro. A alteração desse equilíbrio da microbiota cutânea é identificado como disbiose (DRÉNO et al., 2016; BJERRE et al., 2017).

A exposição continua a diversos fatores exógenos e endógenos afeta o equilíbrio da microbiota. A disbiose pode levar a condições inflamatórias da pele, infecções, alergias ou doenças autoimunes. A barreira da pele e a microbiota endógena agem como um escudo que propicia proteção do corpo contra agressões externas (DRÉNO et al., 2016).

Alterações nas propriedades do estrato córneo podem resultar em uma disbiose, levando a modificações na abundância e na diversidade de espécies comensais. A disbiose gera uma perturbação da função da barreira cutânea e agrava doenças crônicas da pele como, acne, dermatite atópica, eczema e psoríase. O restabelecimento da homeostase consegue ser melhorado com a utilização de substancias que tem potencial de restaurar a funcionalidade da barreira e sua atuação na proteção e preservação da homeostase do tecido (DRÉNO et al., 2016; RUIZ et al., 2017; CHEN & TSAO, 2013).

Bifidum

Características e atuação de probióticos

Os probióticos são microrganismos vivos que quando ingeridos em doses adequadas pode proporcionar benefícios a saúde do hospedeiro, podendo levar a modulação do sistema imune e manejo da doenças como psoríase, acne, antienvelhecimento e proteção contra efeitos do fotodano. SkinBiotics são probióticos de uso tópico, é uma tendência mundial na dermatologia e cosmetologia para restauração das barreiras cutâneas e no tratamento de distúrbios do tecido cutâneo (KOBER & BOWE, 2015).

Os probióticos apresentam diversos benefícios à saúde da pele, pois conseguem promover substancias como ácido ou bacteriocinas que impedem o crescimento de patógenos através da produção de antibióticos naturais, inibem a adesão de patógenos, há competição por nutrientes e atividade antioxidante. Secretam ácido hialurônico, melhora a hidratação cutânea, reduz flacidez, produção de flacidez, leva ao estimulo da produção de ceramidas e promove reestruturação da função de barreira da pele (CINQUE et al., 2011; KOBER & BOWE, 2015).

Lactobacillus e Bifidobacterium foram os primeiros a surgirem como dois dos probióticos mais comumente usados no tratamento de desordens do organismo. Os probióticos combatem as bactérias patogênicas, suportam a função de barreira cutânea e consegue atuar na regulação das respostas imunes inatas e adaptativas (KOBER & BOWE, 2015).

Desordens da barreira cutânea

A rosácea e a dermatite atópica são distúrbios da pele nas quais a barreira cutânea está comprometida e os sintomas melhoram quando o tecido cutâneo é fortalecido. Estudos apontaram que certas cepas probióticas melhora a barreira da pele e propicia hidratação da pele e redução da perda de água transepidérmica (KOBER & BOWE, 2015; CINQUE et al., 2011).

O tratamento da acne está mudando devido a utilização de probióticos. Os probióticos modificam diversos fatores na fisiopatologia do desenvolvimento da acne e podem potencialmente melhorar a adesão também. Clinicamente, a aplicação tópica de probióticos também mostrou modificar a função de barreira da pele com um aumento secundário nas propriedades antimicrobianas da pele (KOBER & BOWE, 2015; Al-Ghazzewi & TESTER, 2014).

O uso de probióticos pode levar ao aumento da produção de ceramidas. As ceramidas não apenas retêm a umidade na pele, mas certos esfingolípides da ceramida, como a fitoesfingosina, exibem atividade antimicrobiana direta contra P. acnes (KOBER & BOWE, 2015).

A aplicação clínica da fitoesfingosina foi utilizada em um estudo piloto de dois meses mostrando uma redução de 89% das pápulas e pústulas acneiformes após a aplicação de 0,2% de fitoesfingosina. A produção de ceramidas ajuda na restauração de gorduras saudáveis, o que pode ser benéfico para tratamento da acne e redução de efeitos colaterais comumente presentes em terapias para tratar a acne com outras terapias (KOBER & BOWE, 2015).

Os efeitos imunomodulatórios dos probióticos nos queratinócitos e nas células epiteliais é uma opção coadjuvante no tratamento da acne. Diminuição na cascata inflamatória parece ser um fator importante na patogênese da acne (KOBER & BOWE, 2015).

O envelhecimento da pele envolve uma interação com diversos fatores intrínsecos e extrínsecos entre estes fatores, está a radiação ultravioleta (UV). Estudos tem apontado que os probióticos e seus metabólitos podem alterar vários aspectos do envelhecimento da pele.

O pH da pele normal é levemente ácido na faixa de 4,2 a 5,6 o que pode ser benéfico na colonização de bactérias patogênicas, na regulação da atividade enzimática, e na manutenção da umidade da pele. O uso de probióticos pode funcionar para restaurar o pH normal da pele e, consequentemente, retornar aos níveis de atividade de protease como acontece em peles jovens e saudáveis. O uso de probióticos estão surgindo como uma terapia para mitigar ou prevenir os efeitos dos danos da pele induzidos por UV (KOBER & BOWE, 2015).

Funções e benefícios dos SkinBiotics de uso tópico para saúde cutânea

• Estimula a produção ou repõe importantes substâncias que apresentam diversos benefícios ao tecido cutâneo;
• Produção de ácido acético ou bacteriocinas que inibem a proliferação de patógenos;
• Produção de antibióticos naturais sob a pele;
• Estimula a produção de ceramidas;
• Melhora cicatrização cutânea;
• Bloqueia a adesão de patógenos;
• Otimiza elasticidade cutânea;
• Promove crescimento de microbiota benéfica;
• Propicia atividade antioxidante;
• Eleva a produção de ácido hialurônico;
• Otimiza a hidratação cutânea e reduz flacidez;
• Estimula a produção de ácido lático;
• Reforça a função de barreira da pele (Al-Ghazzewi & TESTER, 2014; Chen & TSAO, 2013; BJERRE et al., 2017; KOBER & BOWE, 2015; RUIZ et al., 2017; CINQUE et al., 2011).

Os skinBiotics são cepas probióticas em quatro espécies, com diferentes atuações, com a finalidade de promover a homeostasia e restaurar a alteração do microbioma ao tecido cutâneo, por meio de aplicação tópica.

Benefícios dos SkinBiotics

• Melhora significativamente a aparência da pele;
• Melhora cicatrização cutânea e ação anti-inflamatória;
• Promove crescimento de microbiota benéfica e comensal;
• Proporciona aumento significativo da hidratação cutânea;
• Prevenção do envelhecimento da pele;
• Aumenta a produção de citocinas e células natural killer
• Atividades antioxidantes e atividade imunomodulatórias;
• Provoca aumento da diversidade da microbiota na pele (CINQUE et al., 2011; AL-GHAZZEAW et al., 2014; KIM & YUN, 2006; CABISCOL et al., 2000; FANG et al., 2018).

SkinBiotics Bifido®

O bifidubacterium é o mais abundante no organismo é um dos gêneros mais abundantes em adultos, tendo predominância pronunciada em lactentes, especialmente durante a lactação, podem ser constituintes da maior parte da população bacteriana total e desempenham papéis importantes no metabolismo dos componentes da dieta que não podem ser digerido nas partes superiores do intestino e na maturação do sistema imunológico (RUIZ et al., 2017).

Estudos apontaram que crianças com níveis reduzidos de bifidubacterium foram identificadas com doenças atópicas e dermatite atópica (RUIZ et al., 2017).

Bifidobaterium na forma de lisado, tem a capacidade de produzir compostos com inúmeros benefícios cutâneos, como ácido acético e ácido láctico que são capazes de inibir a invasão de vários patógenos no tecido cutâneo. Atua na produção de compostos bioativos, como esfingomielinase, ácido hialurônico, peptidoglicano e ácido lipoteicoico, que promove melhora da homeostase cutânea, função de barreira e sistema imunológico cutâneo.

Kopyeast®

Kopyeast® é o extrato lisado de Saccharomyces cerevisiae. Tem atuação sobre a estimulação de fibroblastos, síntese de colágeno, fibras de elastina e ainda melhorar a produção de ácido hialurônico.

Estudos demonstram sua eficácia na prevenção do fotoenvelhecimento, devido suas atividades antioxidantes e imunomodulatórias, e melhora significativa na cicatrização cutânea.

Strep C®

Promove aumento na produção de ácido hialurônico e a proliferação de queratinócitos, assim, consegue auxiliar na cicatrização de lesões, e ainda tem importante funcionalidade no desempenho da morfogênese e reparação tecidual, além de atuar na reposição homeostática de superfícies epiteliais.

Lacto B®

Lacto B® seu uso é seguro e eficaz para o tratamento e prevenção de dermatites e eczema infantil, sendo ainda possível ser utilizado para tratar outros diferentes tipos de doenças alérgicas.

Indicação de SkinBiotics

• Acne;
• Dermatites;
• Eczemas;
• Pós procedimentos dermatológicos;
• Prevenção do fotoenvelhecimento.
• Doenças atópicas;
• Eritemas;
• Equilíbrio do sistema imune e inflamatório.

Estudo

Avaliou-se os efeitos da aplicação tópica de um creme contendo SkinBiotics. Para verificar o aumento dos níveis de ceramidas no estrato córneo de pacientes com dermatite atópica (DA).

Resultados

• Após 2 semanas a formulação proporcionou aumento significativo e relevante nas quantidades de ceramidas da pele;
• Demonstrou resultado significativo na melhora dos sinais e sintomas da dermatite atópica (MARZIO et al., 2003).

Gráfico estudo ceramida

Faça o download do arquivo no link abaixo e saiba mais sobre o assunto.

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Referências

    1. Al-Ghazzewi, F. H., & Tester, R. F. Impact of prebiotics and probiotics on skin health. Beneficial Microbes, 5(2), 99-107, 2014.

    2. Belkaid, Y., Segre, J. A. Dialogue between skin microbiota and immunity. Science, sciencemag.org. 346, 954-59, 2014.

    3. Bjerre, R. D., Bandier, J., Skov, L., Engstrand, L., & Johansen, J. D. The role of the skin microbiome in atopic dermatitis: a systematic review. British Journal of Dermatology. 177(5), 1272-78, 2017.

    4. Cabiscol E, Piulats E, Echave P, Herrero E, Ros J. Oxidative stress and moisture promotes specific protein damage in Saccharomyces cerevisiae. J Biol Chem. 275(35), 27393-98, 2000.

    5. Chen, Y. E., & Tsao, H. The skin microbiome: current perspectives and future challenges. Journal of the American Academy of Dermatology. 69(1), 143-55, 2013.

    6. Cinque, B., La Torre, C., Melchiorre, E., Marchesani, G., Zoccali, G., Palumbo, P., Cifone, M. G. Use of Probiotics for dermal applications. Microbiology Monographs. 221-41, 2011.

    7. Dréno, B., Araviiskaia, E., Berardesca, E., Gontijo, G., Sanchez Viera, M., Xiang, L. F., Bieber, T. Microbiome in healthy skin, update for dermatologists. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology: JEADV. 30(12), 2038-47, 2016.

    8. Fang et al. Fermentation of colloidal oatmeal by cutaneous bacteria results in enhanced production of lactic acid and short-chain fatty acids. Journal of the American Academy of Dermatology, 79(3), AB142, 2018.

    9. Kim KS, Yun HS. Production of soluble β-glucan from the cell wall of Saccharomyces cerevisiae. Enzyme Microb. Technol. 39, 496-00, 2006.

    10. Kober, M. M., & Bowe, W. P. The effect of probiotics on immune regulation, acne, and photoaging. International journal of women’s dermatology, 1(2), 85-89, 2015.

    11. Literatura do fornecedor.

    12. Ruiz, L., Delgado, S., Ruas-Madiedo, P., Sánchez, B., & Margolles, A. Bifidobacteria and their molecular communication with the immune system. Frontiers in microbiology. 8, 2345, 2017.

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