Reposição de testosterona na prática clínica - homem faz barra

A importância da reposição de testosterona na prática clínica

A testosterona é o principal hormônio circulante no organismo masculino, estando presente também em menores concentrações no organismo feminino. Inegavelmente a reposição de testosterona na prática clínica é uma das alternativas relevantes para a manutenção dos níveis ideais de testosterona tanto em homens quanto em mulheres.

A redução dos níveis hormonais com o passar dos anos, é reduzido e com isso o organismo sofre as consequências  devido ao processo de envelhecimento. Portanto a reposição de testosterona é uma opção relevante e desse modo resulta na melhora não apenas de desordens do desejo sexual, mas também da, prevenção de doenças metabólicas e da perda de massa óssea.

(RAISANEN et al., 2018)

Síntese de testosterona

Sua produção nas células de leydig nos homens, enquanto que nas mulheres em idade fértil, sua produção é realizada nos ovários, e em mulheres na pós-menopausa vai depender da transformação da dihidroepiandrosterona (DHEA) por mecanismos endócrinos. A testosterona ativa ou biodisponível engloba as frações livre e ligada à albumina.

(SRINIVAS-SHANKAR et al., 2010; RAISANEN et al., 2018)

Vantagens da reposição de testosterona na prática clínica

Os benefícios do uso da testosterona alcança os tecidos, muscular, vesículas seminais, tecido ósseo,, composição corporal e reduz a prevalência de desordens metabólicas. As apresentações disponíveis são em uso tópico e oral. Uma opção terapêutica relevante em homens e mulheres com idade avançada e naqueles afetados por distúrbios do desejo sexual.

Em homens as elevações nos níveis do antígeno prostático especifico (PSA) é uma das grandes preocupações, levando ao recuo muitas vezes na sua utilização clínica.

Benefícios são notáveis tanto para o público masculino bem como no feminino

Níveis de testosterona tem redução progressiva com o envelhecimento

A testosterona total decresce com a idade em uma taxa de 0,4 a 1% ao ano. Isto resulta em uma prevalência de 20% a 50% de deficiência de testosterona em homens com idade superior a 60 anos, respectivamente. A prevalência na andropausa é proporcional ao aumento da idade, atingindo 5% dos indivíduos com idades entre 70 e 79 anos.

(SAMARAS et al., 2014)

Níveis de testosterona reduzidos

O declínio da testosterona tem sido associado a diversas condições relacionadas com o envelhecimento. A redução da força e da massa muscular, bem como a redução do status funcional são mais frequentes em homens mais velhos com níveis reduzidos deste hormônio.

Além disso, a redução da testosterona, associada ao uso de álcool e de glicocorticoides, é uma das causas mais frequentes de osteoporose. Estudos também sugeriram uma relação entre baixos níveis de testosterona e o declínio leve da função cognitiva e a doença de alzheimer.

(SAMARAS et al., 2014)

Indicação e benefícios da reposição de testosterona

    • Aumento de força e massa muscular em idosos;
    • Melhora disfunções do desejo em mulheres e em homens;
    • Diminuição da perda óssea;
    • Reduz gordura corporal;
    • Promove aumento da massa magra;
    • Diminui fadiga e performance mental;
    • Prevenção da osteoporose
(SRINIVAS-SHANKAR et al., 2010; RAISANEN et al., 2018; MINER et al., 2013)

Estudos de reposição de testosterona na prática clínica

Estudo I

  • Suplementação com testosterona eleva níveis plasmáticos

Miner  e colaboradores, 2013 em um estudo prospectivo e observacional foi realizado com duração de 12 meses, em homens que começariam ou já estavam sob tratamento de reposição de testosterona, foi utilizado a reposição por via tópica com um gel comercial de testosterona a 1%.

Resultados

    1. Os níveis de testosterona total e livre aumentaram significativamente depois de 3 meses (16,8nmol/L e 286,3 nmol/L);
    2. Houve um aumento médio do antígeno prostático específico (PSA) de 1,12 mcg/L para 1,26 mcg/L após 12 meses de uso do gel tópico, permanecendo dentro dos limites de segurança;
    3. Melhoras significativas na função sexual e no humor/depressão após 3 meses, também foram observadas.

Estudo II

  • Testosterona tem efeito neuroprotetor 

O objetivo de um estudo conduzido por Kurth e colaboradores (2014) foi avaliar os efeitos do tratamento com testosterona sobre as alterações locais no volume da substância cinzenta na esclerose múltipla.

Resultados

A aplicação tópica de 10 g/dia de gel contendo 100 mg de testosterona promoveu retardo e até mesmo reversão da neurodegeneração associada à EM. Este foi o primeiro relato do papel neuroprotetor da testosterona, após aplicação tópica, foi capaz de promover um aumento da substância cinzenta no tratamento da esclerose múltipla.

Estudo III

  • Testosterona melhora disfunção erétil

Segundo Mitkov e colaboradores (2013) conduziram um estudo com o objetivo de avaliar os efeitos da testosterona trandérmica (50 mg/dia) sobre a disfunção erétil e a qualidade de vida de pacientes com diabetes tipo 2, em comparação com o ácido alfa-lipoico.

Resultados

    1. A reposição de testosterona por via transdérmica levou a redução significativa do índice de massa corporal (IMC);
    2. Aumento das concentrações de testosterona;
    3. Regulação do nível glicêmico e perfil lipídico;
    4. Coadjuvante no tratamento da disfunção erétil;
    5. Melhora de força e massa muscular.

Estudo IV

  • Suplementação com testosterona em mulheres 

Segundo Fooladi e colaboradores (2014) em um estudos com objetivo de avaliar a eficácia da reposição de testosterona por via transdérmica como uma alternativa terapêutica contra a perda de libido em mulheres submetidas à terapia antidepressiva com inibidores seletivos de recaptação de serotonina (IRSS). 44 mulheres, idades entre 35 e 55 anos, que faziam uso de doses estáveis de IRSSs ou de SNRI e que apresentavam disfunção sexual, fizeram aplicação transdérmica de testosterona (300 mcg/dia).

Resultados

Após 4 semanas houve

  1. Aumento significativo no número de eventos sexuais satisfatórios
  2. Melhora das desordens do desejo, a avaliação foi feita pela escala Female Sexual Distress Scale-Revised (FSDSR) e não houve relato de eventos adversos que levassem ao abandono do tratamento.

Estudo V

  • Suplementação com testosterona e força muscular 

Srinivas-Shankar e colaboradores (2010) conduziram um estudo para determinar os efeitos da reposição de testosterona por via transdérmica (50 mg/dia) sobre a perda de força muscular em homens idosos.

Resultados

    1. Após o tratamento, verificou-se aumento da força muscular;
    2. Eleva massa e força muscular;
    3. Redução da gordura corporal;
    4. Fisiologia e função física entre os idosos, principalmente aqueles que apresentavam fragilidade muscular.
    5. Além disso, os sintomas sexuais e somáticos foram reduzidos com o tratamento com a testosterona.

Além de aumento de desejo sexual, atua também no aumento de, massa e força muscular, melhora memória e concentração, reduz predisposição a desordens metabólicas e fadiga.


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Referências

Na escrita do post fizemos o uso de algumas referências de literaturas que se encontram neste link Referências post.

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