Protocolo Otorrinolaringologia

Protocolo disponível com fórmulas para tratamentos de diversas desordens do trato respiratório tratadas pela otorrinolaringologia

As doenças, inflamatórias, infecções e doenças alérgicas associadas a patógenos são condições tratadas com diferentes agentes terapêuticos, assim temos no protocolo da otorrinolaringologia diferentes agentes para tratamento de desordens que acometem a região nasofaríngea (trato respiratório superior), ouvido, boca e nariz.

Sendo assim, desordens como, faringites, otite eczematosa, rinite alérgica, amigdalites, adenoides, faringites, candidíase oral e labirintite estão entre aquelas que mais levam os indivíduos a procurar por tratamento e alívio dos sintomas.

A terapêutica de doenças associadas ao trato respiratório baseia-se no alívio da sintomatologia incômoda aos pacientes. Dessa forma, as formulações na terapêutica estão, muitas vezes, contidas em recipientes para uso local (boca, nariz e ouvido) e também por via oral.

Assim, pretende-se melhorar a respiração e propiciar alívio para as vias respiratórias por meio do controle dos sintomas e otimização da respiração com a terapêutica escolhida.

Entre os fármacos estão anti-histamínicos e corticosteroides, na maioria das vezes é a primeira linha terapêutica, tendo também a irrigação e fluidificação de secreções relevantes no tratamento de desordens das vias aéreas.

(Joshua et al., 2018; Nguyen et al., 2014)

Potencial dos agentes terapêuticos nas desordens da orofaringe (protocolo otorrinolaringologia)

A princípio, o potencial dos agentes terapêuticos se baseia em soluções para a redução de sintomas, com bloqueio da liberação de histamina e outros mediadores da inflamação nas doenças de sintomatologia alérgica.

A utilização dos anestésicos de aplicação local é útil tanto em cirurgias quanto em pequenos procedimentos, pois promove diminuição dos incômodos e da sensação desagradável no ato de diagnóstico com aparelhos de imagem.

(Joshua et al., 2018; Nguyen et al., 2014)

Agentes terapêuticos no protocolo otorrinolaringologia

A literatura aponta as propriedades do ácido bórico no tratamento da otite média pois, apresenta expressivo potencial  ácido e antisséptico, sendo estes propícios para o tratamento da otite média. As infecções crônicas e desordens da orofaringe são de difícil tratamento e regularmente tem formação de biofilme.

Os biofilmes são formados por bactérias tendo por finalidade, criar um ambiente propício para a  sobrevivência do microrganismo. Outros agentes antissépticos de uso tópico são, peróxido de zinco, iodine, cloreto de sódio, cloreto de benzalcônio, ácido tânico entre outros.

(Adriztina et al., 2018)

Ácido bórico

É derivado do boro, tendo alta afinidade pela ribose, componente comumente presente na constituição de moléculas biológicas, adenosina trifosfato (ATP), nicotinamida adenina dinucleotídeo (NADH), NADH e RNA. Essa molécula está implícita na manutenção da estrutura, divisão celular e desenvolvimento de microrganismos, membranas e células.

No tratamento de infecções do trato respiratório normalmente está implícito o uso de antibióticos, e estes quando utilizado de forma indiscriminada pode gerar resistência do microrganismo ao fármaco escolhido, bem como do próprio organismo, e com isso exigirá doses cada vez mais alta para resultados consideráveis na terapêutica.

O potencial do ácido bórico está na sua atividade em inibir a produção de biofilme, tornando-se uma alternativa ao uso de antibióticos de uso tópico, por apresentar atividade bactericida e bacteriostático.

(Adriztina et al., 2018)

Cromoglicato dissódico

É um agente anti-inflamatório com ação, dosagem e método de entrega aceitáveis. Entre suas propriedades estão, ação anti-inflamatória e antialérgica, por mediar controle da liberação de IgE, conseguindo atuar também na mediação da resposta por macrófagos, eosinófilos, monócitos e linfócitos.

Uma das características diferenciais do cromoglicato dissódico é a sua capacidade de atenuar a resposta exacerbada bronquiolar, podendo assim, ser utilizado em adultos e crianças com doenças do trato respiratório baixo (bronquíolos e pulmões).

Os significativos resultados do uso de cromoglicato dissódico pode ser possível para doenças como a asma, podendo ser viável até mesmo a prevenção do desenvolvimento da asma em crianças. No tratamento da asma o cromoglicato dissódico pode ser associado a outras terapias (corticoides) para significativos resultados terapêuticos.

(Netzer et al., 2012)

Imunomodulação

Usam-se os fluidizantes para alívio dos incômodos da coriza, do entupimento, de espirros e de coceira, que aparecem principalmente nas estações mais frias, conhecidos como doenças sanzonais. Contudo, os fluidizantes também podem ser usados para hidratação das narinas e quando possível, prioriza-se o uso de soluções salinas.

Outra opção terapêutica seria a suplementação com probióticos e bio-mamps para imunomodulação do sistema imune, favorecendo dessa forma, reduzida liberação de moléculas estimuladoras de reações alérgicas como é o caso de rinites alérgicas.

A rinite alérgica é uma reação induzida por exposição a uma substância alergênica, pela qual estimula a liberação de IgE, mediando assim, resposta inflamatória na mucosa nasal.

Desse modo o uso de probióticos pode modular a resposta inflamatória bem como a resposta alérgica, uma vez que consegue mediar a resposta imune também.

Todavia o uso de probióticos não consegue estimular somente a resposta de desordens inflamatórias nasais, mas também em todo o organismo.

(De Blasio et al., 2011; Zajac et al., 2015)

A solução salina pode ser utilizada no nebulizador, bem como na higienização das narinas, auxiliando na limpeza e desobstrução em casos de congestionamento nasal, tendo por finalidade mediar alívio, conforto e melhora da qualidade de vida dos pacientes acometidos por desordens variadas das vias aéreas do trato superior e inferior.

Todavia as alternativas terapêutica com diferentes ativos, visa alívio dos sintomas, e a utilização pode ser isolado ou com associação de diferentes agentes terapêuticos, promovendo alívio de sintomas e homeostase tecidual.

(De Blasio et al., 2011; Zajac et al., 2015; Nguyen et al., 2014)

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Referências

Na escrita do post fizemos o uso de algumas referências de literaturas que se encontram neste link Referências post

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