infecção urinária

D-manose e cranberry podem ser utilizados na prevenção e tratamento das  infecções do trato urinário com inibição da aderência bacteriana às paredes do trato geniturinário.

Tratamento da infecção urinária

A infecção urinária de repetição apresenta um quadro que pode trazer impactos significativos na qualidade de vida de mulheres e crianças.Dentre as muitas opções terapêuticas, D-manose e cranberry são relevantes na proteção e tratamento das ITUs.

A resposta do sistema imune inato é fundamental e de alta relevância para a proteção contra infecções do trato urinário, pois, os peptídeos antimicrobianos são sintetizados pelo sistema imune.

Entre os fatores que se relacionam as ITUs estão, anatomia fisiológica, uso de antibióticos, uso de métodos contraceptivos (espermicidas), incontinência urinária, idosos, mulheres na pós-menopausa e não menos importante, o modo de higienização da região geniturinária.

(Flores-Mireles et al., 2015; Tan & Chlebicki, 2016)

D-manose e cranberry, vitamina D na proteção e tratamento da infecção urinária

Alternativas terapêuticas são necessárias para levar a medidas protetivas e consequentemente, evitar os transtornos da infecção, reduzindo a frequência dos episódios de infecção do trato urinário (ITU). A infecção das vias urinárias é um das mais comuns em mulheres jovens, além de  crianças e indivíduos tratados com antibióticos e também em idosos.

Vitamina D

A vitamina D por conseguir atuar em diversos tecidos devido a presença de receptores, pode estimular imunomodulação do sistema imune quando os níveis de vitamina D estão nos níveis ideais. Sendo assim a vitamina D pode auxiliar na proteção contra infecções do trato urinário.

Em crianças e mulheres na pós menopausa foi apontado que os níveis adequados de vitamina D pode estar relacionado também com a gravidade da infecção no trato urinário. A suplementação com vitamina D mostro-se uma potente alternativa para a proteção contra infecções do ITU.

(Lüthje & Brauner, 2016)

D-manose e cranberry contra infecção urinária

Hábitos de micção e higienização da região perianal pode levar a redução da infecções, ingestão de líquidos para aumentar a micção e o uso de antibióticos para profilaxia ao perceber os primeiros sintomas pode ser benéfico na redução do quadro de infecções do TU.

O uso de D-manose associado ao cranberry está ligado a redução da manifestação de infecções do trato urinário devido a sua ação sobre a adesão de bactérias ao tecido uretral, tanto pela capacidade do cranberry de reduzir a capacidade de fixação da E. coli uropatogênica quanto pela ação da D-manose na adesão de bactérias as células na região do tecido uretral.

(Lüthje & Brauner, 2016; Scribano et al., 2020)

D-manose

A D-manose é um açúcar natural, isômero de dextrose, derivado a partir da glicose. D-manose normalmente é presente também em frutas. A D-manose age na parede celular de bactérias, impedindo sua fixação ao tecido da parede da bexiga e, assim, são eliminadas pela urina. A ação da D-manose é no deslocamento e remoção das bactérias de forma parcial ou total das células epiteliais do trato urinário.

Estudo apontou o alto potencial da D-manose quando comparado a nitrofurantoína ao reduzir os sintomas e a recorrência de episódios de ITUs. Pois, consegue reduzir a aderências de microrganismos ao tecido urogenital. Dessa forma é possível fazer uso para a prevenção e também tratamento da infeções do trato urinário.

(Scribano et al., 2020; Kranjčec et al., 2013)

Cranberry

O cranberry é um fitoativo que contém os compostos antocianidinas, flavonóides, proantocianidinas, taninos condensados e ácidos fenólicos as propriedades destes compostos permite inibição da adesão de bactérias ao tecido uretral.

Estudos apontaram o efeito do uso cramberry em diferentes formas farmacêuticas e percebeu-se que houve um aresposta dose dependente na redução da fixação de E. colli  nas células e no tecido uroepitelial, reduzindo assim, episódios e sintomas da ITU.

Outro beneficio do uso de D-manose associado a cranberry é a redução do número de infecções do trato urinário (ITU) e reduz ainda o uso de antibióticos, trazendo menores impactos na microflora intestinal, uma vez que não é utilizada terapêutica com antibióticos.

(Lüthje & Brauner, 2016; Hickling  & Nitti, 2013)

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Referências

Na escrita do post fizemos o uso de algumas referências de literaturas que se encontram neste link Referências post.

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