Esteatose hepática - Figado

O uso de hipoglicemiantes para redução da resistência a insulina e regulação das enzimas hepáticas contribui para ajustes no peso

Esteatose hepática

A esteatose hepática é uma condição clínica que tem se tornado muito conhecida devido a estar muitas vezes associada a, obesidade, níveis de triglicerídeos aumentados (hipertrigliceridemia), uso de corticosteroides, e/ou uso de outras drogas, podendo também estar relacionada a  hepatites virais. Muitos destes fatores estão também associados a síndrome metabólica.

É separada em dois grupos diferentes:

  • Esteatose hepática associada ao uso excessivo de álcool;
  • Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHNA).
(Yu et al., 2017 ;Yan et al., 2018)

Fatores relevantes na esteatose hepática

A Esteatose hepática é caracterizada pela presença abundante de gordura acumulada nos hepatócitos, sendo que este acúmulo pode progredir com o passar dos anos ou até diminuir quando os fatores indutores forem reduzidos.

O estilo de vida também é um fator relevante para o desenvolvimento da esteatose hepática. Consumo aumentado de carboidratos, gorduras e falta de atividade física, sendo estes fatores que promovem distúrbios no organismo, estando a síndrome metabólica entre eles.

(Ued; Weffort, 2013)

Progressão da esteatose

A evolução desta doença pode passar para esteatohepatite, que traz inflamação e a morte (apoptose) de hepatócitos, podendo desencadear o processo de cicatrização. E com isso pode desencadear fibrose no tecido hepático e ainda podem até mesmo levar ao desenvolvimento de cirrose e em alguns casos desenvolver carcinoma hepatocelular.

É uma condição que se não tratada e não controlada pode evoluir para danos altamente agressivos ao tecido hepático.

(Yu et al., 2017; Parker et al., 2019)

Opções terapêuticas para tratar a esteatose hepática

A esteatose hepática é uma doença reversível mediante o tratamento adequado e as respostas que o paciente terá frente ao tratamento. Para isso é necessário conhecer a causa para tratamento especifico, sendo muitas vezes necessário mudanças no estilo de vida do individuo acometido pela esteatose.

Entre as opções para tratamento da esteatose hepática de acordo com a sociedade brasileira de hepatologia estão vitamina E, pioglitazona, metformina, uso de estatinas, ômega 3, vitamina D, orlistate, silimarina e fosfatidilcolina.

Algumas terapias associadas ao tratamento da doença são relacionadas ao uso de terapias com as estatinas para redução e controle dos índices de triglicerídeos e reduzir o risco de complicações cardiovasculares e devido ainda a seu uso ser seguro e não apresentar risco de causar doenças hepáticas. O uso de hipoglicemiantes para redução da resistência a insulina e regulação das enzimas hepáticas contribui para ajustes no peso.

(Lu et al., 2016; Ued;  Weffort, 2013; Yan et al., 2018; Yu et al., 2017; Parker et al., 2019)

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Referências

Na escrita do post fizemos o uso de algumas referências de literaturas que se encontram neste link Referências post.

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