Novos ativos despigmentantes

Tratamento e prevenção de hipercromias melanogênicas

Hiperpigmentação

As hipercromias são desordens do tecido cutâneo que levam à produção elevada de melanina, gerando ausência de uniformidade na pigmentação da pele. Alguns fatores que podem afetar a produção de melanina são a exposição solar, radiação ultravioleta, presença de acne, medicamentos, alterações hormonais, impactos devido a nutrição, deficiência de vitaminas e fatores genéticos.

Outros fatores podem estar relacionados com o aparecimento de hiperpigmentações, em casos de acne por exemplo, hiperpigmentação pós inflamatória. E ainda outras condições cutâneas como, eczema, dermatite de contato e tratamento que levam a alterações nos melanócitos

(Markiewicz & Idowu, 2020;Woolery-Lloyd & Kammer, 2011)

Processo de pigmentação cutânea

A pigmentação cutânea é desencadeada pelos melanócitos, sendo necessário a presença da tirosinase para ocorrência de pigmento devido às muitas reações químicas nos melanossomos. A melanina é a responsável pela síntese e distribuição de pigmentação cutânea.

Figura esquemático síntese de melanina

Síntese de melanócitos

(Videira et al., 2013)

A utilização dos novos ativos despigmentantes vão agir com inibição da tirosinase, impedindo a formação de pigmento, e assim, consequentemente inibe a formação de máculas escuras sobre o tecido cutâneo, principalmente na face, que tanto causa incomodo e desconforto quanto a aparência.

Certas condições possuem como fator preponderante uma elevada síntese de melanina pelos melanócitos, principalmente, na camada da epiderme, derme ou ambas. Entre as opções terapêuticas está agentes de uso tópico (OUT), oral (IN), peeling e dermoabrasão.

(Woolery-Lloyd & Kammer, 2011)

Novos ativos despigmentantes

Os novos ativos despigmentantes possuem ação em diferentes etapas da síntese de melanina. Aonde cada ativo possui atividade em diferentes etapas do processo de formação da melanina (antes, durante e depois) da síntese, exercendo funções variadas. Desde agir em diferentes etapas da cascata da melanogênese até a transferência de melanossomos para os queratinócitos.

Figura esquemática atuação de novos ativos despigmentantes

Despigmentante

Além disso possuem outras propriedades primordiais para a ação terapêutica e sucesso no tratamento das hiperpigmentações, não apenas a ação despigmentante, mas também a atividade anti-inflamatória e antioxidante promovida por esses ativos. E por consequência é leva a redução de manchas e com isso promove redução da mancha e propicia uniformidade na pigmentação da pele.

(Woolery-Lloyd & Kammer, 2011)

Tratamento e prevenção de hipercromias melanogênicas

O tratamento e prevenção de hipercromias melanogênicas se dá por utilização de ativos que tem ação despigmentante, e assim, consegue exercer ação no bloqueio da tirosinase, acelerando a renovação celular.

Sua ação antioxidante e anti-inflamatória também é de grande importância para a saúde da pele, que leva a redução das manchas já existentes e impede o aparecimento de novas manchas por processo de hiperpigmentação. A ação dos novos ativos pode acontecer em diferentes etapas da formação da melanina.

(Videira et al., 2013)

A ação anterior ao aparecimento da hipercromia se dá por diminuição do estímulo dos melanócitos, ação anti-inflamatória e antioxidante. Ação dos ativos durante a formação da hiperpigmentação se dá por meio de inibição direta da tirosinase. Após a formação da melanina a ação desses ativos acontece por meio de bloqueio da transferência de melanina para os melanócitos.

A terapêutica com ativos que age tanto no antes, como durante e também após a formação da melanina é benéfica para promover além de tratamento também prevenção ao aparecimento de outras manchas.

(Markiewicz & Idowu, 2020)
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Referencias

Markiewicz, E., & Idowu, O. C. (2020). Melanogenic Difference Consideration in Ethnic Skin Type: A Balance Approach Between Skin Brightening Applications and Beneficial Sun Exposure. Clinical, cosmetic and investigational dermatology13, 215–32.

Videira, I. F., Moura, D. F., & Magina, S. (2013). Mechanisms regulating melanogenesis. Anais brasileiros de dermatologia88(1), 76–83.

Woolery-Lloyd, H., & Kammer, J. N. (2011). Treatment of Hyperpigmentation. Seminars in Cutaneous Medicine and Surgery, 30(3), 171-75.

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