Tratamentos de melasma

Tratamentos de melasma com Sepwhite (Undecilenoil fenilalanina)

Entre os Tratamentos de melasma circula o N-undecil-10-enoil-L-fenilalanina (Sepiwhite) é um antagonista do receptor do hormônio estimulante de alfa-melanócito (MSH), e tem sido observada, em ensaios in vitro, uma redução da produção de melanina em melanócitos em cultura, por este ativo. Em outro ensaio, a niacinamida foi encontrada para inibir a transferência de melanossoma em células em cultura e para reduzir o aparecimento de manchas hiperpigmentadas em estudos clínicos. Uma vez que estes dois ativos funcionam por diferentes mecanismos, foram feitos dois estudos para determinar se a combinação de Sepiwhite e niacinamida é mais eficaz do que a niacinamida isolada, na redução da hiperpigmentação facial. Para tal, foram feitos dois estudos duplo-cegos, conduzidos por 10 semanas em mulheres. No primeiro, dois grupos de mulheres aplicaram uma das duas formulações em emulsão, em lados opostos da face: um veículo controle de um lado da face e Niacinamida 5% do outro lado, ou Niacinamida 5% de um lado e Sepiwhite 1% associado a Niacinamida 5% do outro. No segundo estudo, as mulheres aplicaram um das 3 formulações, em todo o rosto: veículo controle, Niacinamida 5% ou Sepiwhite 1% associada e Niacinamida 5%. Em todos os estudos, as manchas foram avaliadas, quantitativamente, nas semanas 4 e 8 do tratamento. Os resultados mostram que em ambos os estudos, a formulação combinada foi significativamente mais eficaz que o veículo, e que a niacinamida isolada, com significativa redução da aparência da hiperpigmentação em 8 semanas (BISSET, et al., 2012).

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Katoulis e colaboradores (2010) avaliaram a eficácia e segurança de uma preparação tópica de sepiwhite 2%, em manchas causadas pelo sol nas mãos. Um total de 36 pacientes aplicaram o fármaco em um lado da mão, e veículo (placebo) no outro lado. Todos os pacientes responderam adequadamente ao fármaco. 19 (63,3%) responderam moderadamente e 11 (36,6%) obtiveram uma marcada melhora, com significativa diferença na eficácia (P<0,01) da preparação ativa vs placebo. 80% dos pacientes mostraram-se muito satisfeitos com o tratamento. Os efeitos adversos relatados foram mínimos, e incluiu eritema e queimação, com o uso do fármaco. Assim, o sepiwhite 2% é um fármaco com significativa ação clareadora, e com efeitos adversos mínimos, bem tolerado e com ótimos resultados.

MELASMA 1Um estudo avaliou a utilização de uma emulsão óleo em água contendo glicerofosfato de sódio, L-leucina, resorcinol, e undecilenoil fenilalanina (Sepiwhite), na formação de melasmas em vários níveis. Para tal, 20 mulheres fizeram um pré-tratamento com filtro solar, durante 1 mês, depois seguiram o tratamento com o filtro solar e iniciaram o uso do complexo clareador, por 12 semanas, duas vezes ao dia. Enquanto não houve nenhuma mudança significativa na pigmentação da pele com o pre-tratamento com o filtro solar, indicações para o tom de pele irregular, incluindo a área do melasma, a severidade e a aparência das manchas, diminuíram em 43% após 12 semanas de tratamento com o complexo clareador. O complexo foi bem tolerado, o seu uso pode ser prolongado, e representa uma alternativa valida para hidroquinona (GOLD & BIRON, 2011).

O mesmo complexo clareador foi avaliado em 80 mulheres com fototipos de pele entre I e III, com manchas de hiperpigmentação moderada. Assim como no estudo anterior as mulheres utilizaram o protetor solar durante um mês. Após esse período iniciaram o uso do complexo clareador, durante 12 semanas, duas vezes ao dia. Neste estudo houve uma diminuição de 32% dos pontos de hiperpigmentação, com melhora na severidade, numero de manchas, tom e brilho da pele. Reforçando que o complexo é uma boa alternativa para o tratamento de melasmas (DREHER, et al., 2013).

 Belides (Bellis perennis)

BELLISOutro ativo utilizado para o clareamento de melasmas é o Belides (Bellis perennis), derivado da flor de margarida. Estudiosos compararam a associação de Belides com emblica e licorice (Grupo A), utilizado 2 vezes ao dia, com a hidroquinona 2% (Grupo B), com aplicação diária à noite, no tratamento de melasma em 56 mulheres. O estudo foi conduzido por 60 dias, com o uso constante de fotoprotetor FPS45. Após o tratamento, 89% das voluntárias (50/56), 23 do Grupo A e 27 do Grupo B, concluíram o estudo. Duas voluntárias do Grupo A contra sete do Grupo B apresentaram eventos adversos leves transitórios. Houve despigmentação do melasma pelas avaliações médica (Grupo A: 78,3%; Grupo B: 88,9%) e auto-avaliação (Grupo A: 91,3%; Grupo B: 92,6%), todos estatisticamente significantes (p<0,001), sem diferenças entre os grupos (p>0,05). O mesmo padrão foi observado, tanto no número (p = 0,001) quanto no tamanho e no tom (p<0,001), para ambos os grupos, e sem diferenças entre eles (p>0,05) nas manchas UV. Não houve diferença estatística na melhora do melasma nos dois grupos; o Grupo A apresentou menor incidência de eventos adversos. Logo, o complexo despigmentante emblica, licorice e belides é uma alternativa segura e eficaz na abordagem do melasma (COSTA, et al., 2010).

 

Ácido salicílico

Em um estudo com 20 mulheres com quadro de melasma, de idades entre 30 e 60 anos, realizou-se um tratamento com ácido salicílico a 33%, uma vez ao mês, durante 4 meses. Tirou-se fotos antes e depois do tratamento, posteriormente as fotos foram mostradas a um dermatologista, que não participou do processo do tratamento, e os resultados observados foram satisfatórios, com melhora no índice de área e severidade do melasma (MASI) (FABROCINI, et al., 2013).

Melasma

Outro estudo comparou o uso do acido salicílico 30% com a solução de Jessner, no tratamento de melasma. Os 60 pacientes participantes do estudo, foram divididos em 2 grupos (grupos A e B). No grupo A utilizou solução de Jessner como opção de tratamento, e no grupo B o ácido salicílico 30%. Prescreveu-se para os pacientes o uso de protetor solar de manhã e de hidratante à noite. As aplicações do ácido e da solução de Jessner realizaram-se em intervalos de duas semanas, durante 12 semanas. Ao final do tratamento, os pacientes foram acompanhados durante mais 12 semanas, com um intervalo de 4 semanas. Após o período de acompanhamento, observou-se que não houve diferença significativa na melhora do melasma de um grupo para o outro. Concluindo assim, que a solução de Jessner e o ácido salicílico são agentes igualmente eficazes e seguros como opção para o tratamento de melasma (EJAZ, et al., 2008).

TRATAMENTO MELASMAOresajo e colaboradores (2008) realizaram um estudo em 50 voluntárias, de idade entre 35 e 60 anos, com melasma e linhas finas de expressão, com o objetivo de comparar o uso de ácido glicólico com o ácido salicílico capriloil. Cada ácido foi aplicado em um lado da face, na concentração 5-10% de ácido salicílico capriloil e 20-50% de ácido glicólico, de acordo com a tolerância de cada voluntária. Um dermatologista observou durante 12 semanas em intervalos 15 em 15 dias. Completaram o estudo 44 das 50 voluntárias, e no final do tratamento, embora os dois ácidos sejam seguros e eficazes nas porcentagens apresentadas, concluiu-se que o ácido salicílico capriloil foi mais eficaz que o ácido glicólico na redução das linhas de expressão e no clareamento dos melasmas.

Solução de Jessner

Sharquie e colaboradores (2006) realizaram um estudo no Departamento de Dermatologia e Venerologia (hospital em Bagdá), com o objetivo de comparar a segurança e eficácia da solução de Jessner com o ácido lático no tratamento de melasma. Trinta pacientes com melasma foram observados, sendo que somente 24 completaram o tratamento. Aplicou-se o ácido lático (92%, pH 3,5) do lado esquerdo da face dos pacientes e a solução de Jessner do lado direito. As sessões duraram 16 meses com um intervalo de 3 meses de uma aplicação para outra. O acompanhamento prosseguiu por 6 meses após a última aplicação. Ao final do tratamento, observou-se uma melhora significativa em todos os pacientes na área e na intensidade do melasma em ambos os lados da face e nenhum efeito colateral foi registrado. Concluindo que, para o tratamento de melasma hiperpigmentado a solução de Jessner e o ácido lático são opções seguras e eficientes.

Ácido retinóico

Ghersetich e colaboradores (2010) realizaram um estudo em 20 pacientes do sexo feminino, com o objetivo de avaliar a eficácia do peeling de ácido retinóico 10% no tratamento de melasma. Utilizaram-se fotografias feitas antes e após o tratamento, para a avaliação dos resultados por um médico, e estas mostraram que houve melhora moderada ou acentuada em todas as pacientes, sem registros de efeitos colaterais. Logo, o peeling de ácido retinóico foi considerado um tratamento de alta tolerabilidade e eficácia para melasma.

solOutro estudo duplo-cego, em 63 mulheres com melasma dos dois lados da face, comparou o uso do ácido glicólico com o ácido retinóico. Todos os pacientes foram tratados com ácido glicólico 70% em um lado da face, e ácido retinóico 1% do outro lado. As aplicações foram feitas em 4 sessões, com um intervalo de 2 semanas de uma aplicação para outra. Durante o período de tratamento avaliaram a despigmentação da área e intensidade do melasma, e os efeitos secundários de cada ativo. Ao final observou-se que, a eficiência e o tempo de inicio da resposta terapêutica foram o mesmo para os dois componentes. Apesar de raros efeitos secundários nos 2 lados da face, o desconforto relatado foi menor no lado que utilizou-se o ácido retinóico 1% como opção de tratamento (FAGHIHI, et al., 2011).

Ácido tricloroacético

Com o objetivo de comparar o uso de ácido glicólico (20-35%) e ácido tricloroacético (10-20%), desenvolveu-se um estudo em 10 mulheres índianas com apresentação leve de melasma. Antes do inicio do tratamento foram tiradas fotos dessas áreas e os pacientes realizaram cuidados pré-tratamento, que envolviam aplícação diária de ácido glicólico 12% ou ácido retinóico 0,1% à noite, durante 2 semanas. Essas mulheres foram divididas em 2 grupos, no primeiro aplicou-se o ácido glicólico em concentração crescente e no sengundo o ácido tricloroacético também em concentração crescente, durante 12 semanas. Ao final do tratamento observou-se grande redução de área e intesidade dos melasmas, e os dois ácidos provaram ser igualmente eficientes. Apesar dos efeitos secundarios não terem sido significativos, apresentaram-se em menor quantidade no ácido glicolico (KUMARI, et al., 2010).

Soliman e colaboradores (2007) realizaram um estudo com o objetivo de comparar o uso de ácido tricloroacético 20% (ATA) com uma combinação de ácido tricloroacético 20% e ácido ascórbico 5% em 30 mulheres que apresentavam melasma dos 2 lados da face. Elas foram divididas igualmente em dois grupo (grupos A e B) e fotografadas nessas áreas. Aplicou-se o ácido tricloroacético nos 2 grupos uma vez por semana, durante 6 semanas, o grupo B fez também o uso tópico do ácido ascórbico uma vez ao dia entre as aplicações do ATA e continuou por 16 semanas após a ultima aplicação. Pode-se observar, após a ultima aplicação do ATA nos 2 grupos, que o grupo B apresentou uma redução mais significativa (P <0,001) na área e intensidade do melasma que o grupo A, e ao final das 16 semanas seguintes (P <0,003). Constatou-se também que o ácido ascórbico além  de ajudar na despigmentação serviu para manter a resposta à terapia.

Foi comparada a utilização de uma sessão de Fototermólise Fracionada (FF) 1550nm com o peeling de ATA 15%, no tratamento de melasma moderada a severa, em 80 mulheres coreanas. As medidas adotadas para avaliar o tratamento, incluíram o Indice de Severidade da Área do Melasma e melhoria global, relatada pelo paciente. Houve melhora significativa da lesão em 4 semanas de tratamento, em ambos. Não houve nenhuma diferença entre os tratamentos em nenhuma das medidas de avaliação. Ambos os tratamentos foram considerados seguros e eficazes para o tratamento de melasma moderada a severa (HONG, et al., 2012).

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Bisset D L, et al. Reduction in the appearance of facial hyperpigmentation by topical N-undecyl-10-enoyl-L-phenylalanine and its combination with niacinamide. J Cosmet Dermatol. 2009 Dec;8(4):260-6. doi: 10.1111/j.1473-2165.2009.00470.x.

Costa A, et al. Association of emblica, licorice and belides as an alternative to hydroquinone in the clinical treatment of melasma. An Bras Dermatol. 2010;85(5):613-20.

Dreher F, et al. Efficacy of hydroquinone-free skin-lightening cream for photoaging.  J Cosmet Dermatol. 2013 Mar;12(1):12-7. doi: 10.1111/jocd.12025.

Ejaz A, et al. Comparison of 30% salicylic acid with Jessner’s solution for superficial chemical peeling in epidermal melasma. J Coll Physicians Surg Pak. 2008 Apr;18(4):205-8. doi: 04.2008/JCPSP.205208.

Fabbrocini G, et al. Salicylic acid for the treatment of melasma: new acquisitions for monitoring the clinical improvement. Skin Res Technol. 2013 Mar 25. doi: 10.1111/srt.12070. 

Gold M H, Biron J. Efficacy of a novel hydroquinone-free skin-brightening cream in patients with melasma. J Cosmet Dermatol. 2011 Sep;10(3):189-96. doi: 10.1111/j.1473-2165.2011.00573.x.

Hong SP, et al. Split-face comparative study of 1550 nm fractional photothermolysis and trichloroacetic acid15% chemical peeling for facial melasma in Asian skin. J Cosmet Laser Ther. 2012 Apr;14(2):81-6. doi: 10.3109/14764172.2012.655287. Epub 2012 Feb 28.

Katoulis A C, et al. A randomized, double-blind, vehicle-controlled study of a preparation containingundecylenoyl phenylalanine 2% in the treatment of solar lentigines. Clin Exp Dermatol. 2010 Jul;35(5):473-6. doi: 10.1111/j.1365-2230.2009.03605.x. Epub 2009 Oct 23.

Oresajo C, et al. Clinical tolerance and efficacy of capryloyl salicylic acid peel compared to a glycolic acid peel in subjects with fine lines/wrinkles and hyperpigmented skin. J Cosmet Dermatol. 2008 Dec;7(4):259-62. doi: 10.1111/j.1473-2165.2008.00403.x.

Sharquie KE, et al. Lactic acid chemical peels as a new therapeutic modality in melasma in comparison to Jessner’s solution chemical peels. Dermatol Surg. 2006 Dec;32(12):1429-36.

 

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