LN2

LN2 é um ativo para uma aparência saudável da pele, cabelos e unhas.

LN2 (silício biodisponível associado a taurina e Panax ginseng)

O LN2 É uma associação de ativos para atuação na melhora da aparência da pele (melhora a hidratação, elasticidade e firmeza), cabelos (aumenta o brilho e a resistência a queda) e unhas (aumenta a resistência, a queda e o ritmo de crescimento). O LN2 é composto por silício orgânico complexado com taurina e Panax ginseng, disponível na forma oral e tópica.

Taurina

A taurina, presente no LN2, é um beta-aminoácido de ocorrência natural produzido pelo metabolismo de metionina e cistina. Está envolvido em uma variedade de funções fisiológicas, incluindo ação imunomodulatória e antifibrótica (COLLIN et al., 2006).

Sendo assim, a taurina fortalece e estimula o crescimento dos cabelos, protegendo o folículo piloso, age na bainha externa da raiz e do bulbo capilar. Além disso, promove a sobrevivência do fio e previne os efeitos deletérios induzidos pelo fator de crescimento transformador (TGF-β1), que proporciona a inibição do crescimento do fio (COLLIN et al., 2006).

A taurina ainda consegue atuar com ação antioxidante combatendo o estresse oxidativo e a inflamação.

Um estudo duplo-cego, controlado por placebo, realizado com 24 mulheres obesas em suplementação com 3g/dia de taurina por 8 semanas, apresentou redução significativa da proteína C reativa (marcador inflamatório) em 29% e redução da peroxidação lipídica em 20%, além de aumento nos níveis de adiponectina (12%) (ROSA et al., 2013).

Alguns outros benefícios da taurina são:

    • Desenvolve um papel importante no sistema imune como antioxidante atuando na preservação de leucócitos do estresse oxidativo;
    • Possui papel citoprotetor e mantém a homeostase de células envolvidas na inflamação crônica e aguda (MARCINKIEWICZ & KONTNY, 2014);
    • Atua na regulação da homeostase de cálcio o glutamato no organismo;
    • Induz a uma elevação rápida e sustentada de cálcio citoplasmático livre, causando colapso do gradiente eletroquímico mitocondrial e subsequente morte celular;
    • Previne e reduz a excitotoxicidade do glutamato, pois melhora a função mitocondrial e regula a homeostase intracelular (citoplasmática e mitocondrial) de cálcio (EL IDRISSI & TRENKNER, 2003).

 

Panax ginseng

A Panax ginseng, presente no LN2, estimula a síntese de colágeno e inibe a expressão de metaloproteinases (MMP) de matriz em fibroblastos. Sendo assim, o extrato de P. ginseng é rico no componente ativo Ginsenosideo F2 e sua aplicabilidade foi avaliada em estudo in vitro, com a exposição de fibroblastos humanos a radiação UVB. Nas células tratadas com o extrato de P. ginseng a produção de MMP-1 reduziu consideravelmente, sem apresentar toxicidade.

Além disso, sua aplicação tópica mostrou significativa redução na secura da pele, espessura e fibras colágenas fragmentadas. Houve aumento da produção de procolágeno tipo II e diminuição da secreção de MMP-1. Portanto, os resultados mostram o potencial uso do P. ginseng para a prevenção e tratamento de danos na pele induzidos pelas radiação UVB (HWANG et al., 2014).

Estudos mostram que o P. ginseng induz a transcrição de genes do stress, em particular, aumenta a síntese das Heat Shock Protein HSP1A1 e HSP70 em queratinócitos humanos e fibroblastos dérmicos normais. Além disso, o extrato possui efeitos positivos significativos contra rugas faciais e outros sintomas de pele facial do envelhecimento, como clinicamente testados.

Este fato pode ser devido a ação das HSP1A1 e HSP70 envolvidas no reparo de proteínas e remoção de proteínas anormais. O extrato possui ação antioxidante, eficácia anti-rugas e clareamento da pele (LEE et al., 2012; RATTAN et al., 2013).

A ação antioxidante do extrato de Panax ginseng reduz a produção de óxido nítrico e induz a síntese de óxido nítrico em queratinócitos e fibroblastos dérmicos humanos. Além disso, possui efeitos inibitórios sobre a elevação da ciclooxigenase-2 (COX-2) e fator de necrose tumoral-α (TNF-α), quando as células foram submetidas a radiação UVB (LEE et al., 2012).

Silício orgânico

O silício é o elemento mais abundante (27,2%) presente na crosta terrestre, depois do oxigênio (45,5%). O silício já tem sido associado a mineralização óssea, na síntese de colágeno, da pele, unha e cabelos, a melhora no sistema imunitário e em alguns distúrbios. Estudos mostram que a deficiência ou baixa biodisponibilidade de silício pode estar relacionada a problemas com a estrutura óssea e a produção de colágeno (JURKIC et al., 2013).

Um sinal típico do envelhecimento da pele é a queda dos níveis de silício e ácido hialurônico nos tecidos conjuntivos, o que resulta em perda da elasticidade e umidade da pele. A aparência dos cabelos e unhas também podem ser afetados pela baixa nos níveis de silício, já que são compostos basicamente por proteínas e queratina.

O ácido orto-silícico pode estimular a produção de colágeno e a função e reparação do tecido conjuntivo. Um estudo realizado com mulheres entre 40 a 65 anos com sinais clínicos de fotodano na pele facial introduziu a suplementação oral com silício. Este estudo apresentou efeitos positivos na morfologia do cabelo e resistência à tração (JURKIC et al., 2013).

Outro estudo realizado com ratos, mostra que o déficit de silício causa uma redução da taxa de crescimento em ratos acrescidos de anomalias no esqueleto e nos tecidos conjuntivos dos animais. O quadro foi revertido após suplementação de silício. Sendo assim, o silício mostrou ser essencial para o processo de crescimento e para sustentação do tecido conjuntivo (NATURE, 1972).

Loper e colaboradores (1966) realizaram um estudo avaliando a quantidade de silício na aorta humana normal e acompanharam a redução dos seus níveis com o avanço da idade. Os pesquisadores constataram que os níveis de silício diminuem com a idade e que este nível na artéria pode diminuir ainda mais com o desenvolvimento de aterosclerose.

 

 

Referências 

    1. Collin C, Gautier B, Gailard O, Hallegot P, Chabane S, et al. Protective effects of taurine on human hair follicle grown in vitro. Int J Cosmet Sci. (28)4, 289-98, 2006.  
    2. El Idrissi A, Trenkner E. Taurine regulates mitochondrial calcium homeostasis. Adv Exp Med Biol. 526, 527-36, 2003.
    3. Hwang E, Lee TH, Park SY, Yi TH, Kim SY. Enzyme-modified Panax ginseng inhibits UVB-induced skin aging through the regulation of procollagen type I and MMP-1 expression. Food Funct. 5(2), 265-74, 2014.
    4. Jurkic LM, Cepanec I, Pavelic SK, Pavelic K. Biological and therapeutic effects of ortho-silicic acid and some ortho-silicic acid-releasing compounds: New perspectives for therapy. Nutr Metab (Lond). 10(1), 2, 2013.
    5. Lee HS, Kim MR, Park Y, Park HJ, Chang UJ, Kim SY, Suh HJ. Fermenting red ginseng enhances its safety and efficacy as a novel skin care anti-aging ingredient: in vitro and animal study. J Med Food. 15(11), 1015-23, 2012.
    6. Lee H, Lee JY, Song KC, Kim J, Park JH, Chun KH, Whang GS. Protective Effect of Processed Panax ginseng, Sun Ginseng on UVB-irradiated Human Skin Keratinocyte and Human Dermal Fibroblast. J Ginseng Res. 36(1), 68-77, 2012.
    7. Loeper J, Lemaire E. Study of silicium in animal biology and during atheroma. Presse Med. 74(17), 865-68, 1966.
    8. Marcinkiewicz J, Kontny E. Taurine and Inflammatory diseases. Amino acids. 46(1), 7-20, 2014.
    9. Pai, V. V., Shukla, P., & Kikkeri, N. N. Antioxidants in dermatology. Indian dermatology online journal, 5(2), 210-14, 2014.
    10. Rattan SI,Kryzch V, Schnebert S, Perrier E, Nizard C. Hormesis-based anti-aging products: a case study of a novel cosmetic. Dose Response. 11(1), 99-08, 2013.
    11. Rosa FT, Freitas EC, Deminice R, Jordão AA, Marchini JS. Oxidative stress and inflammation in obesity after taurine supplementation: a double-blind, placebo-controlled study. Eur J Nutr. 2013.

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