Escitalopram

O escitalopram é um antidepressivo inibidor seletivo da recaptação de serotonina. Age no cérebro, corrigindo as concentrações inadequadas de determinadas substâncias neurotransmissoras, especialmente a serotonina ( EIJI, 2012).

O escitalopram é licenciado para uso em doses de até 20 mg para o tratamento da Depressão Maior, mas clinicamente tem sido usado em doses mais elevadas. Um estudo piloto e aberto avaliou a eficácia, a segurança e a tolerabilidade de doses de até 50 mg de escitalopram no tratamento da Depressão Maior. Sessenta pacientes com Depressão Maior que não respondiam adequadamente ao tratamento com citalopram foram tratados com doses crescentes de escitalopram até 50 mg/dia por até 32 semanas até ser alcançada a remissão dos sintomas (Montgomery-Asberg Depression Rating Scale [MADRS] ≤8) ou o paciente ser intolerante a uma maior dose. Quarenta e dois pacientes (70%) completaram o estudo. Vinte e um pacientes (35%) alcançaram a remissão, sendo que 8 de 21 pacientes (38%) precisaram da dose de 50 mg para alcançar a remissão. Um baixo ganho de peso médio foi encontrado durante o estudo, e não pareceu estar relacionado à dose.  Metade dos pacientes que completaram o estudo optou por continuar o tratamento com escitalopram ao invés de reduzir a dose durante as 32 semanas(WADE et al,2011).

Um outro estudo analisou a eficácia, tolerabilidade e aceitabilidade dos pacientes utilizando escitalopram no tratamento do transtorno da depressão maior. Em termos de eficácia, o escitalopram foi superior ao placebo, e igual ou melhor do que a paroxetina. Além disso, o escitalopram exerceu uma ação antidepressiva estável. O tratamento com escitalopram apresentou alta tolerabilidade porque os efeitos adversos geralmente foram leves e temporários. Além disso, os sintomas descontínuos eram aparentemente mais suaves do que os relacionados com o tratamento da paroxetina ( EIJI,2012).

Escitalopram e Esquizofrenia

O escitalopram também tem mostrado bons resultados no tratamento do transtorno obsessivo compulsivo ( TOC ) em pacientes com esquizofrenia. Os dados atuais sugerem que até 50% dos pacientes com esquizofrenia têm transtorno obsessivo compulsivos coexistindo com sintomas de psicose. O objetivo deste estudo foi examinar a eficácia da serotonina mais o escitalopram no tratamento de TOC em pacientes com esquizofrenia. O estudo foi aberto prospectivo com duração de 12 semanas, em que o escitalopram em doses de até 20 mg / dia, foi adicionado ao tratamento antipsicótico existente para esquizofrênicos com TOC. Quinze pacientes (10 homens / cinco mulheres), com o diagnóstico de esquizofrenia e TOC foram recrutados para o estudo (média de idade de 39 ± 14 anos, faixa de 21-61 anos). Uma melhoria significativa foi observada nesses pacientes. Além disso, houve melhora também nos escores totais da Escala de Síndrome Positiva e Negativa e, particularmente, em dezenas de itens de ansiedade, tensão, depressão e preocupação. Nenhum efeito adverso de escitalopram foi relatado pelos pacientes durante o tratamento. A conclusão é que escitalopram melhorou os sintomas desses pacientes além de ter sido bem tolerado( STRYJER et al, 2012).

Escitalopram e Risco Cardiovascular

Outro estudo com duração de um ano avaliou a segurança cardiovascular do escitalopram para o tratamento da depressão em pacientes com doença arterial coronariana em comparação com o placebo.
Duzentos e quarenta pacientes com doença arterial coronariana e depressivos fizeram parte do estudo onde a metade recebeu escitalopram 10 mg por dia e o outra metade placebo durante 1 ano. Os grupos escitalopram e placebo foram comparáveis ​​na linha de base em relação à idade, sexo, escore de depressão, perfil de risco, a gravidade da doença cardíaca, e medicamentos. Não houve diferenças estatísticas significativas entre os grupos de intervenção em qualquer medida de segurança cardiovascular, incluindo a incidência de arritmias ventriculares e episódios de depressão, pressão sistólica e diastólica e medidas ecocardiográficas nesses 12 meses. Um ano de tratamento com escitalopram foi seguro e bem tolerado pelos pacientes ( HANASH et al, 2012).

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

1.Eiji Kirino. Escitalopram for the management of major depressive disorder: a review of its efficacy, safety, and patient acceptability. Published online 2012 December 4. doi:

2.Hanash,JA et al. Cardiovascular safety of one-year escitalopram therapy in clinically nondepressed patients with acute coronary syndrome: results from the Depression in patients with coronary Artery Disease (DECARD) trial. J Cardiovasc Pharmacol. 2012 Oct;60(4):397-405. doi: 10.1097/FJC.0b013e3182677041.

3.Stryjer, R et al. Escitalopram in the treatment of patients with schizophrenia and obsessive-compulsive disorder: an open-label, prospective study. Int Clin Psychopharmacol. 2012 Dec 2. [Epub ahead of print]

4.Wade, AG et al. Efficacy, safety and tolerability of escitalopram in doses up to 50 mg in Major Depressive Disorder (MDD): an open-label, pilot study. BMC Psychiatry. 2011 Mar 16;11:42

 

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