Uncomfortable,Shoes.,Nail,Fungus.,Healthy,Feet.,Finger,Disease.,Hematoma.,Toe

A micose é uma condição que pode aparecer em diferentes sistemas do organismo humano, conforme a infecção fúngica, via sistêmica, ou superficial, no tecido cutâneo

Como tratar e prevenir micoses recorrentes, é um desafio, uma vez que, pode difundir secundariamente, para outras áreas bem como contaminar também outros indivíduos. Propomos aqui a você, conhecer variadas e clássicas opções terapêuticas antifúngicas em variadas formas farmacêuticas, dentre elas, um talco e/ou spray, para utilização nos pés e também no calçado, afim de impedir e prevenir a reinfecção fúngica, o maior desafio no sucesso do tratamento com agentes antifúngicos.

Lilienfeld-Toal et al., 2019; Prasad et al., 2016

Mecanismo de ação dos agentes antifúngicos

Os agentes antifúngicos normalmente, atuam sobre a membrana plasmática de microrganismos, através de atuação em pontos específicos da biossíntese do ergosterol, e dessa forma, o fungo sofre desestabilização, e consequentemente, leva a ruptura da membrana plasmática, tornando-a mais vulnerável a destruição.

Prasad et al., 2016

Figura 1- Diferentes fármacos antifúngicos com atuação em pontos específicos da cascata da síntese do ergosterol

Prasad et al., 2016

Uso tópico na terapêutica de infecção fúngica

A terapêutica com agentes de uso tópico apresenta-se como relevante devido, a minimização de reações adversas e de interações medicamentosas. Normalmente, substâncias de utilização via tópica é a primeira escolha, podendo ser utilizado agentes antifúngicos inespecíficos para eliminação de tecido lesionado e bem como para prevenir proliferação.

Decerto a via de uso tópico permite reduzidas reações adversas e, minimiza a possibilidade de interações medicamentosas, quando em uso de agentes fungistático e fungicida específicos pela via tópica. 

Vaidya et al., 2020; Ventura et al., 2017; Gupta et al., 2018; Sharma; Sharma, 2015

Alternativas de uso oral para tratar micoses

De conformidade com a gravidade da infecção fúngica a utilização de antifúngicos de uso oral, permite erradicar e também resultados significativos com o tratamento de micoses, em contrapartida, aumenta as chances de interação medicamentosa e o aparecimento de reações adversas.

A princípio a escolha da terapêutica pode ser um diferencial para o sucesso do tratamento, todavia interromper o tratamento, com efeito pode ser prejudicial no alcance de resultados satisfatórios no tratamento.

Gupta et al., 2018; El-Gohary et al., 2014; Gupta; Skinner, 2010; Zhao et al., 2020

Cuidados para impedir a reinfecção fúngica

Em alguns casos pode ser necessário um longo período de tratamento para a obtenção de resultados no tratamento de micoses, de acordo com a área afetada ou infectada. Especialmente quando os pés é que são acometidos pela infecção fúngica.

O cuidado dos calçados pode ser um diferencial, para impedir quadros de reinfecção, uma vez que o calçado pode vir a ser um sítio de proliferação , e consequentemente, reinfectar, durante bem como após o tratamento. Em alguns casos a associação da terapêutica oral e tópica é viavel e com isso potencializar os resultados do tratamento.

(Messina et al., 2015; Gyamfi et al., 2019; Gupta et al., 2018)

Solução spray para utilizar no interior dos calçados

Prevenir e otimizar o tratamento de reinfecção

Um estudo foi realizado para avaliar a presença de Trichophyton rubrum em de palmilhas de calçados compostas por 3 diferentes materiais (latéx, courino/acarmuçado e tecido). As análises foram realizadas no fim de 3 e 6 semanas e mostrou que a utilização de solução spray ou pó (pulverizado) com o agente antifúngico terbinafina  a 1%, no interior de calçados foi eficaz para reduzir o crescimento e de quadros de reinfecção.

Como resultado

  • A aplicação de agentes antifúngicos em calçados, auxiliou na terapêutica, principalmente no início do tratamento;
  • Houve melhora na eliminação de sítios de reinfecção na área interdigital e nas unhas;
  • Previne a recorrência de infecções por Tinea pedis, Trichophytonrubrum, Trichophyton interdigitale e onicomicose

Figura 2- Amostras de palmilhas (a, b e c) colonizadas pela infecção na pele antes da aplicação de terbinafifina a 1%.

Palmilha em tecido (A2= Pó spray com terbinafina a 1%; A1= Solução spray com terbinafina a 1% e A= controle)

Legenda: A1 = Solução spray terbinafifina 1% | A2 = Pó para pulverização terbinafifina 1% | A = Controle

Feuilhade de Chauvin, 2011

Referências

Feuilhade de Chauvin, M. (2011). A study on the decontamination of insoles colonized by Trichophyton rubrum: effect of terbinafine spray powder 1% and terbinafine spray solution 1%. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, 26(7), 75-78.

Gupta, A. K., & Versteeg, S. G. (2018). The Role of Shoe and Sock Sanitization in the Management of Superficial Fungal Infections of the Feet. Journal of the American Podiatric Medical Association.

Gyamfi Agyemang Julien, Wezena Cletus Adiyaga, Rahmat Alela-Emoma Saaka, Samuel Sunwiale Sunyazi, Abraham Titigah Batuiamu, Daniel Abugri, James Abugri. (2019). Dermatophytic Diseases: A Review of Tinea Pedis med Rxiv. 21259664.

Mazu, T. K., Bricker, B. A., Flores-Rozas, H., & Ablordeppey, S. Y. (2016). The Mechanistic Targets of Antifungal Agents: An Overview. Mini reviews in medicinal chemistry16(7), 555–578.

Messina G, Burgassi S, Russo C, Ceriale E, Quercioli C, Meniconi C. Is it possible to sanitize athletes’ shoes? J Athl Train. 2015 Feb;50(2):126-32.

Prasad, R., Shah, A. H., & Rawal, M. K. (2016). Antifungals: Mechanism of Action and Drug Resistance. Yeast Membrane Transport, 327–349.

Vaidya T, Badri T. Mycosis Fungoides. [Updated 2020 Aug 26]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2021.

Ventura, A., Mazzeo, M., Gaziano, R., Galluzzo, M., Bianchi, L., & Campione, E. (2017). New insight into the pathogenesis of nail psoriasis and overview of treatment strategies. Drug design, development and therapy, 11, 2527-35.

von Lilienfeld-Toal, M., Wagener, J., Einsele, H., Cornely, O. A., & Kurzai, O. (2019). Invasive Fungal Infection. Deutsches Arzteblatt international116(16), 271-78.

Gostou desse artigo? Compartilhe nas suas redes sociais.

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp