fbpx
Imunomodulação-do-Sistema-Imune

Imunomodulação do sistema imune para uma resposta eficaz que pode atuar na prevenção e na redução de infecções das vias respiratórias.

A imunodulção imune pode ser estimulado para produzir uma resposta adequada e eficaz contra a infeção por diferentes patógenos. Moléculas como, probióticos e paraprobióticos (Bio-MAMPS) e nutracêuticos (Epicor, colostro bovino e nucleotides) podem levar ao estímulo da suplementação para reforço da imunidade.

Todavia, a imunomodulação do sistema imune pode não só propiciar elevada resposta do organismo às infeções, bacterianas, virais e fúngicas, como também, benefícios quando há redução na duração e intensidade dos sintomas, elevando a imunidade.

Afim de ter esses benefícios a suplementação com Epicor devido a sua rica composição com diferentes substâncias, pode ter impacto na duração de sintomas da gripe e resfriado e na modulação da resposta inflamatória.

(Moyad et al., 2010; Bagwe et al., 2015; Sugawara et al., 2016)

Diferentes nutracêuticos e suas propriedades

Nutracêuticos como, colostro bovino, nucleotides e Bio-MAMPS podem promover modulação da resposta imune por meio de sua ação no estímulo da produção de anticorpos e de células com potencial citotóxico (linfócitos T e células Natural Killer (NK). Outra propriedade dos imunomoduladores pode ser a redução de citocinas inflamatórias, e estímulo da proliferação de linfócitos T e células Natural Killer (NK).

Essas moléculas podem ou não ser associadas a outras moléculas de diferentes propriedades, tendo em vista, potencializar seus efeitos.  Além de sua atuação na imunomodulação do sistema imune estes suplementos podem estimular também  melhora da função e metabolismo intestinal devido a sua atividade moduladora e também prebiótica.

(Silva et al., 2019; Van Hooijdonk et al., 2000; Hawkes et al., 2005; Sugawara et al., 2016)

Colostro Bovino

O colostro bovino é um suplemento obtido através da primeira excreção de leite das mamas num período de 24 a 48 horas após o parto. O colostro, normalmente possui, uma composição balanceada a fim de promover a saúde e manutenção do organismo que o recebe á uma ótima suplementação para reforço do sistema imune.

Certamente, sua composição possui, anticorpos, vitaminas (A, D, B12 e E), aminoácidos e óleos essenciais, minerais e principalmente moléculas que atuam através de atividade bactericida (lactoferrina, lisoenzima e lactoperoxidase).

(Bagwe et al., 2015; Silva et al., 2019)

Propriedades do colostro bovino

Primordialmente o colostro possui  não só a capacidade para estimular o sistema imune, mas também consegue a atuar sobre outras desordens do organismo (doenças crônicas e alérgicas), infecções bacterianas e virais, dessa forma pode ainda atuar na homeostase para uma resposta imune eficiente, dessa maneira atua na imunorregulação do timo.

Primordialmente, permite equilíbrio da produção e resposta através de linfócitos T, por conseguinte pode  ainda exercer considerável modulação dos processos inflamatórios (citocinas e radicais livres). Semelhantemente, a imunomodulação do sistema imune ainda pode contribuir para uma resposta bacteriana e viral  eficaz, já que, consegue exercer atividade sobre a composição estrutural dos microrganismos.

(Bagwe et al., 2015; Silva et al., 2019; Van Hooijdonk et al., 2000; Ahnfeldt et al., 2019)

Mecanismo de atuação sobre patógenos

Primordialmente tem atuação sobre a resposta antibacteriana e viral, por meio da presença de lisozimas (lactoferrina e lactoperoxidase) a fim de reduzir a presença de patógenos no organismo.

Por consequência, a lactoperoxidase pode atuar sobre o peptideoglicano bacteriano, permitindo a quebra deste. Semelhantemente a lactoferrina possui ação tóxica sobre algumas bactérias gram-negativas e gram-positivas. Pode exercer efeito antiviral, antibacteriano e antifúngica, a fim de reduzir quandro de infecções.

Além disso, foi apontado também seu potencial para atuar na melhora da integridade da mucosa intestinal, através de sua ação antimicrobiana sobre o trato digestivo de pacientes com vírus da imunodeficiência humana (HIV), bem como atividade antiviral sobre a infecção por rotavírus.

(Bagwe et al., 2015; Van Hooijdonk et al., 2000; Hess & Greenberg, 2012)

Benefícios do Colostro Bovino

  • Fortalece o metabolismo e função intestinal;
  • Potente efeito na imunomodulação;
  • Melhora função, permeabilidade e imunidade intestinal;
  • Maior resistência a infecções bacteriana;
  • Estimula resposta por anticorpos.
(Van Hooijdonk et al., 2000; Bagwe et al., 2015; Ahnfeldt et al., 2019)

Indicação

  • Pode atuar no tratamento de infecções bacterianas e virais;
  • Permite ser coadjuvante no tratamento de doenças inflamatórias;
  • Participa ter benefícios na terapêutica para tratar doenças inflamatórias intestinais;
  • Coadjuvante para tratamento de doenças alérgicas.
(Bagwe et al., 2015; Ahnfeldt et al., 2019; Van Hooijdonk et al., 2000)

Nucleotides

Todavia os nucleotides possuem em sua composição bases nitrogenadas, pois estes são primordialmente componentes do corpo humano e integra diversos processos do organismo. Além disso, não só consegue atuar na integridade e melhora da permeabilidade intestinal, mas também  na modulação do sistema imune.

A suplementação com nucleotides permite a imunomodulação da resposta imune do organismo frente a infecções uma vez que consegue aumentar atividade de células NK. De acordo com dados da literatura, a suplementação com nucleotides demonstrou significativo aumento na produção de células mononucleares, bem como imunomodulação do sistema imune, podendo responder positivamente contra as infecções.

(Hawkes et al., 2005; Kulkarni et al., 1994; Hess & Greenberg, 2012)

Mecanismo de ação

De acordo a literatura outra atuação sugerida dos nucleotides seria a elevação da proliferação e resposta mediada por linfócitos T e com efeito induzir aumento na produção de células T-helper (Th) na resposta inicial. Além disso, ainda aumenta a resposta mediada por anticorpos e linfócitos, estimulando maior produção destes e desse modo ainda atuar na supressão de citocinas pró-inflamatórias.

Dessa forma, os nucleotides podem ter a capacidade de modular a liberação e proliferação de linfócitos e por conseguinte pode ainda desencadear modulação da resposta imune por meio de anticorpos.

(Hawkes et al., 2005; Kulkarni et al., 1994; Gil, 2002)

Benefícios do Nucleotides

  • Regula metabolismo celular e energético;
  • Estimula atividade e função de células Natural Killer;
  • Modulação da microbiota intestinal;
  • Promove homeostase da resposta inflamatória;
  • Reduz processos inflamatórios e estresse oxidativo;
  • Otimiza produção e maturação de células do sistema imune (linfócitos T e células NK);
  • Induz proliferação e diferenciação de linfócitos e de células NK.
(Kulkarni et al., 1994; Hess & Greenberg, 2012; Hawkes et al., 2005)

Indicação

  • Auxilia na homeostase da resposta inflamatória;
  • Reduz processos e eventos inflamatórios e estresse oxidativo;
  • Pode atuar na prevenção de infecções;
  • Pode atuar na redução da incidência de infecções;
  • Coadjuvante para estimular a composição da microflora intestinal.
(Hawkes et al., 2005; Greenberg, 2012; Kulkarni et al., 1994; Gil 2002)

Epicor

Epicor é derivado de Saccharomyces cerevisiae, além de possuir excelente propriedade antioxidante, tem em sua composição uma associação de moléculas como, metabólitos, vitaminas, minerais, oligossacarídeos, ácidos orgânicos, moléculas antioxidante e β-glucanas. Todavia o uso de Epicor demonstrou aumento na defesa imunológica por meio da imunomodulação.

Embora a suplementação com Epicor permite uma maior atividade de células NK e linfócitos T, tendo como resultado, aumento da resposta citotóxica. A suplementação com Epicor pode promover a imunomodulação da resposta imune.

(Jensen et al., 2011; Jensen et al., 2008)

Mecanismo de ação

De acordo com dados da literatura a suplementação com Epicor pode ser uma alternativa para melhorar a resposta do organismo frente a infecções. Com efeito o uso de Epicor demonstrou favorecer a resposta imune frente a infecções virais ou bacterianas e ainda auxiliar no tratamento de doenças alérgicas e das vias respiratórias.

Dessa forma o uso de Epicor pode permitir também a modulação e na produção de imunoglobulinas (IgA, IgG e IgE). Devido as suas propriedades, o Epicor também demonstrou efeito anti-inflamatório bem como, atividade sobre a produção e atividade de células T regulatórias. Devido a sua composição, com efeito o  Epicor pode atuar na atividade imunomoduladora do sistema imune, uma vez que, consegue induzir a homeostase de citocinas inflamatórias.

Como resultado o Epicor foi benéfico na redução de sintomas da rinite alérgica, e com efeito pode propiciar a proteção das mucosas e reduzir a duração dos sintomas da gripe e resfriado, uma vez que, conseguiu reduzir congestão nasal, rinorréia e secreção nasal.

(Jensen et al., 2008; Moyad et al., 2010)

Benefícios do Epicor

  • Imunomodulação;
  • Fortalece o sistema imune para uma resposta eficaz;
  • Estimula atividade das células Natural Killer e linfócitos T;
  • Potente efeito antioxidante;
  • Reduz a expressão de citocinas pró-inflamatórias.
(Jensen et al., 2011; Jensen et al., 2008; Moyad et al., 2010)

Indicação

  • Pode atuar na prevenção e alívio de doenças alérgicas, resfriados e gripes;
  • Melhora saúde e proteção das mucosas;
  • Diminui os sintomas da rinite alérgica;
  • Reduz duração de sintomas da gripe e resfriado;
  • Propicia duração reduzida de sintomas relacionados a congestão nasal;
  • Modula a resposta mediada por anticorpos (IgE);
  • Atua favoravelmente na prevenção de doenças oportunistas.
(Jensen et al., 2011; Jensen et al., 2008; Moyad et al., 2010)

Bio-MAMPs (paraprobióticos)

Bio-mamps são fragmentos ativos de cepas probióticas (lisado proteíco), ou seja, são obtidos por processos biotecnológico para permitir a viabilidade de sua ação.

A princípio, são fragmentos ativos de cepas próbioticas e possui altas concentrações de unidades formadoras de colônia (UFC). MAMPS, define-se como padrões moleculares associados a microrganismos.

Os Bio-MAMPS de acordo com as suas propriedades, não só podem promover estímulo da imunidade como também atuar na modulação da resposta inflamatória. As espécies utilizadas são Lactobacillus e Bifidobacterium. Os paraprobióticos (Bio-MAMPS) todavia possui uma associação de cepas vivas e mortas com capacidade de influenciar na imunomodulação do sistema imune.

(Literatura técnica do fornecedor: Lemma; Sugawara et al., 2016; Singh et al., 2016)

Mecanismo de ação

Entre os seus mecanismos estão, reduzida ação de agentes pró-inflamatórios, induzidos por lipolissacarideos (LPS) e com aumento de moléculas com potencial anti-inflamatório.

A modulação da resposta inflamatória pode ser promovida com o propósito de levar a homeostase dos níveis de interleucina-10 (IL-10), denfesina-beta (denfesina-β) e outras citocinas pró-inflamatórias, além disso, ainda consegue atuar na modulação da resposta inflamatória.

Os paraprobióticos podem ainda estimular função imune intestinal. Dessa maneira seus efeitos na imunomodulação do sistema imune estão relacionados a supressão de citocinas pró-inflamatórias e modulação da resposta mediada por linfócitos T, tendo como resultado, elevação da capacidade de adaptação da resposta imune por aumentar níveis de IgA, não só elevar a expressão de genes, mas também aumentar a capacidade fagocítica e  por fim ainda pode exibir efeito na regulação do metabolismo intestinal, certamente sendo, suplementação para reforço do sistema imune.

(Deshpande et al., 2018; Sugawara et al., 2016)

Cepa

Propriedade

Bio-MAMPs L. acidophilus Anti-inflamatória
Bio-MAMPs L. acidophilus Potencial antialérgico e anti-inflamatório
Bio-MAMPs L. paracasei Potencial antialérgico (Modula resposta por IgE)
Bio-MAMPs L. helveticus Previne infecções
Bio-MAMPs L. gasseri Atividade antimicrobiana e anti-inflamatório
io-MAMPs B. lactis Imunomodulação
Bio-MAMPs S. thermophilus Antialérgico e imunomodulação

Benefícios dos Bio-MAMPs

  • Imunodulação do sistema imune;
  • Estimula ativação de células Natural Killer e linfócitos T;
  • Capacidade de modular a imunidade intestinal;
  • Modulação da resposta inflamatória;
  • Homeostase do metabolismo e função intestinal.
(Deshpande et al., 2018; Sugawara et al., 2016)

Indicação

  • Melhora a imunidade e resposta contra diferentes patógenos;
  • Melhora o desenvolvimento e função intestinal;
  • Pode atuar na prevenção de infecções;
  • Melhora quadros de doenças alérgicas;
  • Auxilia no tratamento de doenças inflamatórias e alérgicas.
(Deshpande et al., 2018; Sugawara et al., 2016)

Acesse nossa pagina de vídeos

Faça o download do arquivo no link abaixo e saiba mais sobre o assunto.

Você precisa estar logado para ver este conteúdo.
Após análise do cadastro, a Farmácia Artesanal se reserva no direito de não autorizar o acesso ao conteúdo técnico.
Conforme a RDC23/2008, art. 36 – Para a divulgação de informações sobre medicamentos manipulados é facultado às farmácias o direito de fornecer, exclusivamente, aos profissionais habilitados a prescrever.

Referências

Ahnfeldt, A. M., Hyldig, N., Li, Y., Kappel, S. S., Aunsholdt, L., Sangild, P. T., & Zachariassen, G. (2019). FortiColos – a multicentre study using bovine colostrum as a fortifier to human milk in very preterm infants: study protocol for a randomised controlled pilot trial. Trials, 20(1), 279.

Bagwe, S., Tharappel, L. J. P., Kaur, G., & Buttar, H. S. (2015). Bovine colostrum: an emerging nutraceutical. Journal of Complementary and Integrative Medicine, 12(3).

Deshpande, G., Athalye-Jape, G., & Patole, S. (2018). Paraprobiotics for preterm neonates-the next frontier. Nutrients, 10(7), 871.

Gil, A. (2002). Modulation of the immune response mediated by dietary nucleotides. European Journal of Clinical Nutrition, 56(S3), S1–S4.

Hawkes, J. S., Gibson, R. A., Roberton, D., & Makrides, M. (2005). Effect of dietary nucleotide supplementation on growth and immune function in term infants: a randomized controlled trial. European Journal of Clinical Nutrition, 60(2), 254-64.

Hess, J. R., & Greenberg, N. A. (2012). The role of nucleotides in the immune and gastrointestinal systems. Nutrition in clinical practice, 27(2), 281-94.

Jensen, G S; Pattersonb, K M; Barnesb, J; Schaussc, A G.; Beamand, R; Reevese, S G; Robinson, L E. (2008). A double-blind placebo-controlled, randomized pilot study: Consumption of a high-metabolite immunogen from yeast culture has beneficial effects on erythrocyte health and mucosal immune protection in healthy subjects. The Open Nutrition Journal, 2, 68-75.

Jensen, G. S., Redman, K. A., Benson, K. F., Carter, S. G., Mitzner, M. A., Reeves, S., & Robinson, L. (2011). Antioxidant bioavailability and rapid immune-modulating effects after consumption of a single acute dose of a high-metabolite yeast immunogen: results of a placebo-controlled double-blinded crossover pilot study. Journal of medicinal food, 14(9), 1002-10.

Kanauchi, O., Andoh, A., AbuBakar, S., & Yamamoto, N. (2018). Probiotics and paraprobiotics in viral infection: clinical application and effects on the innate and acquired immune systems. Current pharmaceutical design, 24(6), 710–17.

Kulkarni, A. D., Rudolph, F. B., & Van Buren, C. T. (1994). The role of dietary sources of nucleotides in immune function: A Review. The Journal of Nutrition, 124(8), 1442S-46S.

Moyad, M. A., Robinson, L. E., Zawada, E. T., Kittelsrud, J., Chen, D. G., Reeves, S. G., & Weaver, S. (2010). Immunogenic yeast-based fermentate for cold/flu-like symptoms in nonvaccinated individuals. Journal of alternative and complementary medicine (New York, N.Y.), 16(2), 213-18.

Silva, E G dos O; Rangel, A H do N; Mürmam, L; Bezerra, M F; Oliveira, J P F. (2019). Bovine colostrum: benefits of its use in human food. Food Sci. Technol, Campinas, 39(2), 355-62.

Sugawara, T., Sawada, D., Ishida, Y., Aihara, K., Aoki, Y., Takehara, I., Takano, K., & Fujiwara, S. (2016). Regulatory effect of paraprobiotic Lactobacillus gasseri CP2305 on gut environment and function. Microbial ecology in health and disease, 27, 30259.

Van Hooijdonk, A. C. M., Kussendrager, K. D., & Steijns, J. M. (2000). In vivo antimicrobial and antiviral activity of components in bovine milk and colostrum involved in non-specific defence. British Journal of Nutrition, 84(S1).

Gostou desse artigo? Compartilhe nas suas redes sociais.

Share on facebook
Share on twitter
Share on google