Epifactor® - cicatrizes pós cirúrgica

O Epifactor® é uma molécula proteica que tem atuação semelhante a moléculas do próprio organismo

O Epifactor® é uma molécula proteica, produzido por meio de processo biotecnológico de fermentação, tem atuação semelhante a moléculas do próprio organismo, aonde consegue estimular a reepitelização tecidual e ajuda na cicatrização pós cirúrgica.

(BARRIENTOS et al., 2014)

O processo da cicatrização é um evento biológico controlado e induzido por diferentes moléculas, regulado e desenvolvido por diversos fatores de crescimento e citocinas que executam mediação de resposta às agressões, levando a processos de cicatrização e restauração tecidual mais rápidos.

O processo cicatricial é dependente da ação de múltiplos fatores de crescimento e de citocinas que executam e regulam uma complexa rede de sinalização, alterando o crescimento, a diferenciação e o metabolismo das células-alvo no local da lesão.

Diversas patologias de difícil resultado positivo no tratamento são as ulceras de pressão, ulceras diabéticas e ulceras venosas crônicas, que acabam levando a exaustão tecidual após uma lesão e o processo de cicatrização, muitas vezes, é demorado e em alguns casos não se consegue bons resultados com a terapêutica escolhida.

Atividade bioestimulante tecidual

A atividade do Epifactor® está relacionada com a sua atuação como fator de crescimento epidermal (EGF). Na atuação como estimulante da expressão gênica, induz a proliferação de queratinócitos, e ainda agente bioestimulante da angiogênese e ativação de fibroblastos.

Os fatores de crescimento em suas distintas funções podem promover a produção de substancias fundamentais para o processo de cicatrização e, dessa forma, acelera a regeneração tecidual. Além de aumentar colágeno e elastina, levando a melhoras na resposta do processo cicatricial e regenerador sobre os tecidos.

Os benefícios da atividade bioestimulante tecidual do Epifactor® permitem que ele atue na terapêutica para tratamento de feridas agudas, queimaduras, feridas crônicas, prevenção de cicatrizes pós cirúrgica.

O tratamento com Epifactor® se mostrou benéfico e com resultados significativos na cicatrização de feridas de longo período de instalação sem resposta adequada e satisfatória, o que respalda seu uso para uma terapêutica mais assertiva e com resultados satisfatórios na reestruturação tecidual e recuperação do tecido lesionado.

(BARRIENTOS et al., 2014)

Epifactor®

O Epifactor® fator de crescimento epidermal é um ativo de natureza proteica (EGF), produzido através de processo biotecnológico de fermentação, com a finalidade de obter uma molécula com características semelhantes aquelas encontradas no organismo humano.

Além disso, o ativo purificado e concentrado é estabilizado em uma mistura de azeites e envasado em ampola sob nitrogênio líquido, garantindo que a sua estrutura molecular seja preservada, assegurando eficácia e alta performance quando utilizado.

O Epifactor® é obtido através de técnicas de recombinação genética com Escherichia coli ou outras bactérias que permitiram dispor de EGF Epidérmico humano recombinante bioidêntico (EGF heterólogo, recombinant Human Epidermal Growth Factor, rhEGF) em concentrações puras, precisas e estáveis.

O Epifactor® possui eficácia comprovada para diversas aplicações, em que seja necessária uma rápida e efetiva recuperação tratamentos como feridas agudas e crônicas, queimaduras, ativação de fibroblastos para renovação celular, procedimento pós cirúrgico e pós tratamentos estéticos.

Indicação e benefícios

    • Estímulo de expressão gênica (up-regulation);
    • Proliferação de queratinócitos;
    • Estimulo da angiogênese;
    • Ativação de fibroblastos;
    • Eleva os níveis de colágeno e elastina;
    • Prevenção e tratamento de estrias;
    • Preparações anti-aging em geral;
    • Trtamento de feridas e queimaduras;
    • Melhora da resposta em processos de cicatrização;
    • Melhora o processo de cicatrização e regeneração tecidual.
    • Cicatrização pós cirúrgica;

Mecanismo de ação 

A regeneração epidérmica é um processo complexo no qual células epiteliais residuais proliferam de forma integrada para regenerar a epiderme. Existem muitos fatores de crescimento conhecidos, mas o mais estudado é o fator de crescimento epidermal (EGF), um polipeptídio de 53 aminoácidos que estimula a síntese de RNAm, DNA e de proteínas de diversos tipos celulares.

Além disso foi mostrado sua capacidade do Epifactor® para estimular a divisão celular de queratinócitos in vitro e a regeneração epidermal in vivo, por consequência provavelmente é o fator de crescimento melhor caracterizado para a cura de ferida.

(BARRIENTOS et al.,2008, BROWN et al.,1989; WU et al.,2015)

cicatrizes pós cirúrgica

Esses fatores se ligam ao receptor de EGF (EGFR), uma proteína trasmembranar da família da tirosina quinase. Estudos in vitro mostram que a ativação do EGFR possui uma importante função na repitelização por aumento da proliferação de queratinócitos e migração celular em feridas agudas.

(BARRIENTOS et al., 2008; BROWN et al., 1989; ROSE, 2012; CAUSSA & VILA, 2014)

O EGF

O EGF foi uma das primeiras moléculas de sinalização isolados, e foi nomeado para a sua capacidade de acelerar a diferenciação epidérmica e abertura dos olhos em ratos recém-nascidos.

Especificamente na epiderme, EGF é conhecido por contribuir para a cicatrização de feridas, regular a função de barreira, suprimir a diferenciação terminal, causar perda de aderência, induzir proteases secretadas.

(BLUMENBERG, 2013)

Após o EGF se ligar a seu receptor , forma-se um complexo ligante-receptor capaz de ativar a tirosina quinase, iniciando modificações bioquímicas celulares sucessivas: aumentando o cálcio intracelular, a glicólise, a síntese de proteínas e a expressão de alguns genes ( como o próprio gene EGFR), levando a síntese de DNA, o crescimento e a proliferação celular derivados da proliferação dos queratinócitos, aumentando sua adesão e motilidade, enquanto induz a ação de duas fosfatases especificas que atenuam seu próprio sinal, inibindo assim atividade do EGF.

(CAUSSA & VILA, 2014)

O EGF afeta fortemente a adesão celular e motilidade através da indução de adesão focal, membrana basal e integrina categorias de proteína de ligação. A adesão celular e a motilidade são processos complexos que requerem um grande conjunto de funções de proteínas coordenados.

O EGF afeta estes processos através da indução de certos genes, por exemplo, α-actinina, caderina 13, receptor de trombina, enquanto suprime outros, como os desmocolinas 1 e 2, desmogleínas 1, caderinas, etc.

(BLUMENBERG, 2013)

Ensaios e estudos

Em ensaios de quimiotaxia clássica baseada na migração transfiltre, feito por Kong e colaboradores (2011) concentrações de EGF entre 0,1 ng / mL e 100 ng / mL conduziram a aumentos significativos da migração de fibroblastos em relação aos controles.

Em resumo, os resultados deste estudo mostraram que a quimiotaxia dos fibroblastos é altamente sensível a alterações de hora em EGF, exibindo sensibilidade quimiotática intrínseca comparáveis à de células altamente móveis, tais como os macrófagos.

Em animais de laboratório, a aplicação de combinações de fatores de crescimento recombinantes produz um aumento da proliferação, migração celular e síntese de fibras de colágeno do tipo I em fibroblastos cutâneos, acelerando a cicatrização das feridas, aumentando a taxa de reepitelização e reduzindo o infiltrado inflamatório.

Feridas e queimaduras

Feridas e queimaduras consistem em descontinuidade na pele por traumatismos mecânicos ou químicos, que causam a ruptura da superfície cutânea ou mucosa, com possível perda de tecido cutâneo e tecidos subjacentes. O uso de Epifator® para cicatrização de queimadura foi relatado a melhora significativa nos pacientes que fizeram o uso.em atuação semelhante a moléculas do próprio organismo, aonde consegue estimular a reepitelização tecidual, ajudando na recuperação de cicatrizes pós cirúrgica.

(CAUS SA & VILA, 2010)

A etiologia das feridas pode ser muito diversificada, desde a ação de agentes perfurantes, cortantes ou perfuro-cortantes, até os produzidos pela ação de agentes contundentes ou projéteis de arma de fogo.

Em circunstâncias normais, as feridas simples (sem complicações) geralmente se curam espontaneamente, embora casos de infecção ou patologias de base possam atrasar a cicatrização ou mesmo ocasionar a cronicidade, levando a formação de úlceras cutâneas ou mucosas.

(CAUSSA & VILA, 2010)

As queimaduras são feridas traumáticas causadas, na maioria das vezes, por agentes térmicos, químicos, elétricos ou radioativos.  Atuam nos tecidos de revestimento do corpo humano, determinando destruição parcial ou total da pele e de seus anexos, podendo acometer camadas mais profundas como tecido celular subcutâneo, músculos, tendões e ossos.

(AZULAY et al., 2013)

O trauma tecidual é seguido por uma série de eventos que podem ser didaticamente divididos em três fases (inflamatória, formação tecidual e remodelação da ferida). Contudo, essas fases não são mutuamente excludentes, podendo haver superposições temporais.

(BARRIENTOS et al.,2008, CAUSSA & VILA, 2010)

A cicatrização de feridas é um processo complexo e que intriga a humanidade desde períodos muito remotos. Os avanços recentes da biotecnologia, aliados a uma oferta em larga escala de uma série de produtos pela indústria, têm tornado esse tema motivo de atenção crescente pela classe médica.

A reparação representa uma interação entre mediadores solúveis, matriz extracelular e células do parênquima. As moléculas da matriz extracelular podem fornecer sinais para expressão genética por meio de receptores de integrinas, e a interação das células teciduais com a matriz pode alterar tanto o fenótipo quanto as funções celulares.

(AZULAY et al.,2013)

Casos clínicos com resposta ao tratamento com Epifactor®

Caso I – Paciente do sexo masculino, 57 anos de idade, perdeu 40% da orelha, apresentando uma importante exposição da cartilagem, devido à mordida de cachorro, foi aplicado diariamente Epifactor®, veiculado em gel.

Resultado

Em 39 dias, de uso do produto, apresentou reepitelização completa do local da lesão.

Caso I Epifactor®

Caso II – Mulher de 80 anos com histórico de diabetes mellitus tipo 2, apresenta úlcera de pressão (úlcera de decúbito) no calcanhar, com evolução de 4 meses e não responde satisfatoriamente aos tratamentos padrões.

Resultado

O tratamento com Epifactor® teve duração de 5 semanas e foi utilizada uma ampola, veiculada a 30g de gel. Caso II

Caso III – Mulher, 68 anos, com presença de úlcera varicosa no interior da perna esquerda, com dois anos de evolução e não responde satisfatoriamente aos tratamentos padrões.

Resultado

Em oito semanas de tratamento com Epifactor®, houve uma melhora e após o período a paciente apresentou uma importante reepitelização do local, com bom progresso na cicatrização. Caso III

Caso IV – Homem 72 anos de idade, com uma história de diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) com amputação bilateral supracondilar apresenta cicatriz de úlcera na amputação com mais de 2 anos de evolução, e não respondendo aos tratamentos padrões.

Resultado

Os resultados mostram que com o uso de Epifactor®, levou a melhora do processo de cicatrização, com diferenças notáveis em período de 30 dias, a diferença da foto da direita para a esquerda aponta os resultados. cicatrizes pós cirúrgica

Caso V – Paciente feminina, 86 anos portadora de Alzheimer com história clínica de úlcera de pressão na área lombossacral, com 2 anos de evolução e não respondeu aos tratamentos convencionais.

Resultado

Ela foi tratada com Epifactor® veiculado a gel com aplicação a cada 24 horas, a resposta de regeneração tecidual se deu em período de aproximadamente 5 meses, os resultados se mostram nas fotos abaixo. cicatrizes pós cirúrgica

Uso de Epifactor® em associação

Dada a versatilidade da manipulação magistral na composição de fórmulas com outras concentrações ou com a adição de outros princípios ativos, existem outros ingredientes que podem ser incorporados ao Epifactor®, de acordo com as necessidades de cada paciente. As associações podem ser feitas com:

    • Tocoferol acetato (vit. E);
    • Óleo de girassol;
    • Óleo de rosa mosqueta;
    • Aloe vera;
    • Ácido hialurônico;
    • Antibióticos.

Características importantes

    • O prescritor deve avaliar a área de aplicação e optar pela quantidade de base suficiente para aplicação em toda a lesão, lembrando que a formulação tem validade limitada em 60 dias;
    • A formulação com Epifactor® deve ser mantida sob refrigeração, por se tratar de um conteúdo proteico bioidêntico;
    • Mesmo sendo envasado em ampola não é indicado para a administração injetável;
    • Epifactor® não deve ser associado à ureia e a substâncias proteolíticas como a papaína, a tripsina e a quimiotripsina.
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Referências

Na escrita do post fizemos o uso de algumas referências de literaturas que se encontram neste link Referências post.

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