Belinal - Representação gráfica de um coração

Sua ação sobre a hiperglicemia está em inibir a redução dos carboidratos pela inibição de enzimas que agem sobre a quebra de carboidratos e inibição da absorção de glicose.

Extrato de Abeto de prata Abies alba (Belinal)

Os extratos vegetais são utilizados no tratamento de diversas alterações metabólicas do organismo. Seu uso tem se tornado complementar na terapia para as diversas patologias, pois suas propriedades, devido à composição, conseguem promover benefícios a saúde.  Os polifenóis são substâncias naturais presentes em extratos vegetais ricos em flavonoides e taninos com alto potencial antioxidante, como o extrato de Abeto de prata Abies alba (Belinal), redutor de radicais livres do organismo.

As alterações metabólicas são resultados de desordens do organismo, principalmente nos níveis de glicose, acúmulo de gordura corporal, estreitamento do calibre das artérias e desregulação nos índices de triglicerídeos e colesterol, sendo necessário levar a redução de danos ao organismo.

O uso do extrato de Abeto de prata Abies alba (Belinal), devido às suas propriedades como antioxidante sobre a pele, anti-inflamatório, antiproliferação celular e efeito na modulação da microbiota, pode ser aplicado como agente redutor dos níveis de glicose e inibição do estreitamento das artérias devido a ingestão de dieta rica em gordura.

Também é benéfico em promover redução de danos a saúde derivados da síndrome metabólica

(Lunder et al., 2018; Tavcar Benkovic et al., 2017)

Controle metabólico e prevenção de danos no organismo

O extrato do tronco de abeto de prata (Abies alba) é uma mistura de polifenois. Os principais constituintes são lignanas e ácidos fenólicos (ácidos p-cumáricos e protocatecóicos) e possui ação antioxidantes, inibição enzimática no controle glicêmico,  protege contra o estresse oxidativo desenvolvido pelos altos níveis de glicose e, ainda, possui ação anti-inflamatória, modulador na imunidade e consegue proteger os tecidos cardíaco e do endotélio vascular.

Sua ação sobre a hiperglicemia está em inibir a redução dos carboidratos pela inibição de enzimas que agem sobre a quebra de carboidratos e inibição da absorção de glicose. Sua ação sobre as artérias está em prevenir alterações morfológicas e funcionais de parede arteriais. Sendo assim, seu uso traz resultados satisfatórios tanto na prevenção quanto no tratamento de patologias já instaladas.

(DREVENSEK et al., 2015; DREVENSEK et al, 2016)

Os polifenóis são compostos secundários amplamente distribuídos nos vegetais e estão divididos em ácidos fenólicos, flavonóides, estilbenos e lignanas. Exercem diversas atividades no organismo como antioxidante sobre a pele, anti-inflamatório, antiproliferação celular e efeito na modulação da microbiota, são diversos os seus mecanismos no organismo.

(Lunder et al., 2018; Tavcar Benkovic et al., 2017)

Os efeitos da hipoglicemia mediada pelo Abeto de prata (Belinal) estão relacionados com a redução da digestão de carboidratos pela inibição das enzimas α-amilase salivar e pancreática e α-glucosidase na borda escova do intestino delgado, inibição da absorção de glicose, estimulação da secreção de insulina e proteção das células β-pancreáticas contra a glucotoxicidade.

(Debeljak et al., 2016; Hanhieva et al., 2010)

Efeitos do belinal

Os resultados apontam que o extrato do tronco de Abeto de prata (Abies alba) foi benéfico em prevenir alterações morfológicas e funcionais da parede arterial da aorta de cobaia como resultado de uma dieta aterogênica de 8 semanas.

O efeito vasodilatador do extrato é provavelmente combinado, em parte devido à atividade antioxidante e em parte devido ao efeito sobre a via de sinalização das enzimas sintase oxido nítrico que catalisam a produção de óxido nítrico a partir da L-arginina.

Em outro estudo, utilizando os polifenóis com potencial antioxidantes com o extrato de Belinal, foram confirmados efeitos positivos em danos causado por isquemia em tecido cardíaco isolado de rato, bem como efeitos como protetor vascular.

Isso mostra sua vantagem do uso na prevenção de danos cardiovasculares, através de sua função protetora do endotélio, prevenindo o desenvolvimento de aterosclerose e outros tipos de doença cardiovascular.

(Drevensek et al, 2016)

No seu potencial anti-inflamatório, o extrato de belinal demonstrou ser efetivo no tratamento da psoríase com uso tópico.

A atividade anti-inflamatória de belinal foi efetiva comparada ao grupo controle (placebo) o que evidenciou redução  na expressão de citocinas IL-1β em cultura primária de monócitos e macrófagos.

(Zorko et al, 2018)

Benefícios do belinal

  • Atividade antioxidante;
  • Atividade citotóxica (mediado por apoptose);
  • Inibição enzimática para controle do nível glicêmico;
  • Potencial anti-inflamatório;
  • Proteção contra o estresse oxidativo desenvolvido pelos altos níveis de glicose;
  • Reduzir a agregação plaquetária e proliferação de células musculares lisas vasculares;
  • Protetor cardiovascular.
(Wajs-Bonikowska et al., 2015; Drevensek et al., 2015 )

Indicação do belinal

  • Proteção dos tecidos cardíacos;
  • Controle dos níveis glicêmicos;
  • Impede acúmulo de plaquetas nas paredes dos vasos;
  • Impede desenvolvimento da inflamação mediada pela aterosclerose;
  • Prevenção contra a aterosclerose.
(Drevensek et al., 2015; Debeljak et al., 2016)

Estudo I

31 voluntários saudáveis, sendo 15 homens e 16 mulheres com idade de 19 a 25 anos sem qualquer doença conhecida e com resultados normais de teste de tolerância à glicose (TTOG). O estudo foi realizado para avaliar a influência do extrato de Abeto de prata (Belinal) na resposta glicêmica pós-prandial e comparar seu efeito com o efeito da acarbose, extratos de castanhas e placebo.

As concentrações de glicose permaneceram significativamente mais altas que os valores basais em 60 min para acarbose e Belinal, porém significativamente menor em comparação com placebo e extrato de castanha. Após 90 minutos os valores estiveram elevados para placebo e extrato de castanha, mas não para Belinal e acarbose. Gráfico estudo I Comparado ao placebo os resultados da concentração média pós-prandial foi acarbose 30% menor, Belinal 25% menor e extrato de castanha 4% (insignificante). Gráfico estudo Ia A administração de Belinal na forma de cápsula para uma refeição padrão reduziu o índice glicêmico pós-prandial em 35%, mostrando que houve diminuição do fator de risco para o desenvolvimento de muitas doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Assim a secreção pancreática de insulina foi reduzida com uso de belinal, impedindo a sobrecarga do pâncreas e consequentemente possível dano.

(Debeljak et al., 2016)

Estudo II

18 cobaias (porquinhos da índia) ambos os sexos, idade de 5 a 8 meses foram separadas e tratados com diferentes tipos de alimentos dieta, aterogênica (2 machos, 3 fêmeas); dieta básica (3 machos, 3 fêmeas) e dieta (3 machos, 4 fêmeas) (0,02% extrato do tronco de Abies alba misturado com ração, equivalente a 10 mg de Abies alba). Ao fim de 8 semanas os animais foram sacrificados as artérias aórtas foram isoladas, preparadas e analisadas.

Houve 63% de diminuição no calibre da artéria aórtica das cobaias alimentadas com dieta aterogênica nas 8 semanas, quando comparado aos animais alimentados com uma dieta básica.

A adição de extrato do tronco de Abies alba à dieta aterogênica diminuiu o processo aterosclerótico em comparação aos animais que receberam dieta aterosclerótica sem adição do extrato.

Uma alimentação simultânea prolongada com um fator aterogênico juntamente com uma dieta adicionando o extrato do tronco de Abies alba, devido a presença de antioxidantes, impede as alterações funcionais e morfológicas causadas por processos de inflamação no organismo. Processo estudo II Alterações na função e morfologia do tecido está ligado a funcionalidade dos anéis aórticos que depende da quantidade de músculo liso, funcionalidade, tamanho do endotélio e patologia. O processo inflamatório aterosclerótico está ligado a mudanças nesses vasos diminuindo a resposta funcional.

O uso do extrato do tronco de Abies alba, reduziu a formação de placa aterosclerótica em 80%, por meio de diminuição da formação de placas ateroscleróticas através de diferentes vias, redução da absorção e acúmulo de colesterol nos macrófagos.

(Drevensek et al., 2015)

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Referências

Na escrita do post fizemos o uso de algumas referências de literaturas que se encontram neste link Referências post.

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