Alopecia Androgenética - Farmácia Artesanal Inovação
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Alopecia Androgenética

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Dutasterida x Finasterida no tratamento da Alopecia Androgenética (AGA) em homens e mulheres e as diferentes taxas de aceitação.

AGA e seus danos à saúde

Alopecia Androgenética (AGA) é uma condição mediada por andrógenos, que é caracterizada por um declínio progressivo na densidade do cabelo. Folículos pilosos geneticamente predispostos são alvo de dihidrotestosterona (DHT) que leva à diminuição progressiva da quantidade destes e à queda de cabelo.

A Dutasterida e a Finasterida são opções para seu tratamento. Devido ao aumento da incidência de AGA e preocupações elevadas sobre a aparência estética na sociedade moderna, o tratamento para essa condição está em forte demanda (JUNG et al., 2014; CLINE et al., 2018; PASCHAL & SANJAY, 2015; GAVAZZONI DIAS et al., 2014).

Primordialmente, a Alopécia Androgenética provoca danos psicológicos para ambos os sexos, mas é substancialmente mais angustiante para as mulheres. (CASH, 1999; PASCHAL & SANJAY, 2015; GAVAZZONI DIAS et al., 2014).

Segundo a revisão bibliográfica realizada por Ghanizadeh e Ayoobzadehshirazi (2014):

    • A taxa de depressão em crianças e adolescentes com Alopecia Areata (AA) é de até 50%;
    • A taxa de transtornos de ansiedade generalizada em crianças e adolescentes com AA é de 39%;
    • AA é altamente associado com transtorno obsessivo compulsivo (35,7%) em crianças e adolescentes.

Recorrência da Alopecia Androgenética

Alopecia Androgenética é uma condição muito comum em mulheres, normalmente surge depois de 40 anos. Afeta 40% das mulheres com mais de 70 anos de idade. Porém pode ocorrer em crianças, adolescente e principalmente em mulheres jovens que possuem a síndrome do ovário policístico (BELTADZE & BARBAKADZE, 2015; PRICE, 2003; BIRCH, 2001).

Mais de 50% dos homens desenvolverão alopecia androgenética próximo dos 50 anos (BHATTI, BASRA e PATEL, 2013).

Indicação e benefícios da Dutasterida

    • Trata alopecia androgenética (AGA);
    • Previne alopecia em homens e mulheres;
    • Ajuda na recuperação da densidade capilar;
    • Melhor opção terapêutica para perda de cabelo em mulheres jovens;
    • Impede a perda capilar.

Mecanismo de ação da Dutasterida

Sua ação se dá por meio de inibição da 5-alfa-redutase I e II, responsáveis pela conversão de testosterona para 5-alfa-diidrotestosterona (DHT), bloqueando a perda de cabelo e ainda consegue promover crescimento capilar (EUN et al., 2010; OLSEN et al., 2006).

Tratamento

A Finasterida é uma droga muito utilizada na prevenção e tratamento da calvície masculina (BLUME-PEYTAVI, 2011), e ela inibe apenas a 5-alfa-redutase tipo II. Contudo, a Dutasterida inibe a 5-alfa-redutase tipo I e II, e tem uma eficácia bem estabelecida no tratamento da Alopecia Androgenética em homens (EUN et al., 2010; OLSEN et al., 2006).

Inicialmente, a prescrição de Finasteride e Dutasterida para a Alopecia feminina parte da premissa de que a queda de cabelo resulta do mesmo processo que ocorre no sexo masculino. A redução da espessura e perda do cabelo pode ser interrompida ou revertida por inibidores da 5-alfa-redutase (BOERSMA et al., 2014).

A AGA em mulheres é caracterizada clinicamente por queda de cabelo lentamente progressiva, ocorrendo ao longo dos anos. Sendo assim, o objetivo do tratamento é paralisar a progressão da perda capilar e melhorar a espessura do cabelo e a densidade.

Resultados altamente satisfatórios só podem ser alcançado com tratamento prolongado, pois a regeneração da densidade capilar e quantidade dos fios, requer anos em vez de meses (BOERSMA et al., 2014).

Descobertas recentes demonstram que a Finasterida e Dutasterida são eficazes no tratamento da AGA e promovem o crescimento do cabelo. Podem ser administrados por via oral, tópica e mais recentemente, através de mesoterapia (YIM et al., 2014).

Sobretudo, a Dutasterida é aproximadamente três vezes mais potente do que a Finasterida na inibição do 5-alfa-redutase II, e 100 vezes na inibição da 5-alfa-redutase I (CLARK et al., 2004).

Dutasterida, a uma dose de 0,5 mg/dia foi capaz de reduzir níveis séricos de DHT em mais de 90%, enquanto que a Finasterida, numa dose de 5 mg/dia diminui DHT em 70%.

Por fim, a Dutasterida é aprovada para aumentar a quantidade de cabelo, reduzir a queda, melhorar a cobertura do couro cabeludo. Dessa forma, cumpre a satisfação do paciente de forma significativa (EUN et al., 2010; OLSEN et al., 2006; Clark et al., 2004).

Um estudo duplo-cego, controlado com placebo e de fase III randomizado comparou a eficácia, segurança e tolerabilidade de uma dose diária de 0,5 mg de Dutasterida durante seis meses versus Placebo, em pacientes com AGA.

A Dutasterida demonstrou ser significativamente mais eficaz do que o placebo nos aspectos de contagem de cabelo, auto-avaliação e avaliação fotográfica global. Entretanto, a disfunção sexual relacionado com a Dutasterida ocorreu em apenas 4,1% deste mesmo grupo.

Possíveis reações adversas

Há uma grande discussão sobre os efeitos colaterais da Finasterida e Dutasterida. Entretanto, os estudos demostram que os efeitos colaterais sexuais (impotência sexual e diminuição da libido) são os mais comuns e resolvem-se espontaneamente na maioria dos pacientes, mesmo sem a interrupção da terapia (YIM et al., 2014).

A fim de evitar efeitos teratogênicos, recomenda se que, tanto Finasterida quanto a Dutasterida, devem ser prescritos apenas para mulheres que não podem ou não querem mais engravidar. Se a mulher não enquadrar nesse perfil, deve tomar medidas contraceptivas adequadas e que o médico deverá verificar se os pacientes estão em conformidade com estas medidas (BOERSMA et al., 2014).

Estudos

    • Estudo I

Boersma e colaboradores (2014) realizaram um estudo de 2002 a 2012 com cerca de 3500 mulheres com diagnóstico de Alopecia Androgenética. Foram prescritos Finasterida 1,25 mg ou 0,15 mg de Dutasterida sendo que a faixa etária dos pacientes era de 16 a 84 anos.

Conforme as imagens microscópicas, que foram padronizadas em três locais do couro cabeludo dos cabelos mais finos, a comparação ocorreu de acordo com imagens do início do tratamento e após 3 anos de ingestão de medicação contínua. Realizou se uma amostragem obedecendo aos seguintes critérios:

    • O diagnóstico clínico de alopecia androgenética grau 1 ou grau 2 confirmada pela presença de cabelos finos na fotografia microscópica.
    • O tratamento continuado durante pelo menos 3 anos, avaliados pelo enchimento regular da prescrição.

  Resultados

    1. Aumento da espessura do cabelo com uso de finasterida foi de 81,7%;
    2. Aumento da espessura do cabelo com dutasterida foi de 83,3%;
    3. Em média, o número de imagens de pós-tratamento classificados como melhora da densidade foi de 68,9% no grupo de finasterida e 65,6% no grupo dutasterida, após 3 anos de tratamento;
    4. A dutasterida 0,15 mg parece ser significativamente mais eficaz em mulheres com menos de 50 anos de idade;
    5. De acordo com os resultados a dutasterida mostrou resultados melhores e preferencialmente pode ser prescrito para as mulheres mais jovens.
Alopecia Androgenética - Figura 1

Figura 1: Vista central do couro cabeludo de uma mulher de 57 anos de idade, antes de (a) e depois (b) o uso de finasterida 1,25 mg por dia, durante três anos
Fonte: Boersma et al. (2014)

Figura 2: Vista central do couro cabeludo de uma mulher

Figura 2: Vista central do couro cabeludo de uma mulher de 22 anos de idade, antes de (a) e depois (b) o uso de dutasterida 0,15 mg por dia, durante três anos .
Fonte: Boersma et al. (2014)

    • Estudo II

Um estudo demonstrou que 30% a 50% dos pacientes com Alopecia Androgenética (AGA) tratados com Finasterida não obtiveram melhora clínica. É importante ressaltar que a não perda de cabelo é também um efeito terapêutico da Finasterida, embora a expectativa do paciente para o tratamento não é apenas a manutenção do grau de Alopecia, mas sim a melhora do quadro (JUNG et al., 2014).

Um estudo realizado por Jung et al. (2014) verificou a eficácia clínica e tolerabilidade da Dutasterida em homens com alopecia androgenética que não apresentavam melhora clínica ao tratamento convencional com Finasterida.

35 homens com Alopecia Androgenética que não tinham mostrado melhora clínica significativa quando tratados com finasterida 1 mg/dia por pelo menos seis meses receberam Dutasterida a uma dose de 0,5 mg/dia durante seis meses.

A eficácia foi avaliada através de uma avaliação global e fotografia fototricograma. A avaliação da segurança foi realizada por meio de exame físico e relatório de eventos adversos.

Resultados

Dos 31 pacientes que completaram o tratamento 24 (77,4%), pacientes obtiveram melhora sendo:

    1. 17 melhora ligeira;
    2. 6 melhora moderada;
    3. 1 melhora acentuada;
    4. 7 (22,6%) não obtiveram melhora significativa;
    5. A densidade e a espessura do cabelo aumentou significativamente de 10,3% a 18,9%, respectivamente, na avaliação fototricograma;
    6. Os efeitos colaterais incluíram disfunção sexual transitória em apenas 6 pacientes (17,1%);
    7. A dutasterida é uma boa opção aos pacientes com alopecia androgenética que não respondem clinicamente a finasterida após 6 meses de uso.

 

    • Estudo III

Gubelin e colaboradores (2014) conduziram um estudo randomizado, em atividade e controlado por placebo para verificar a eficácia e segurança de diferentes doses de dutasterida. Foi utilizado placebo e Finasterida no tratamento de indivíduos do sexo masculino com AGA.

917 homens com idade entre 20 a 50 anos receberam doses de Dutasterida (0,02, 0,1 ou 0,5 mg / dia), de Finasterida (1 mg/dia) ou de placebo durante 24 semanas.

Resultados

    1. A Contagem do cabelo e largura aumentou com uso de dose crescente de dutasterida (dose dependente);
    2. Dutasteride 0,5 mg aumentou significativamente a contagem do cabelo e largura em um diâmetro de 2,54 cm e melhorou o crescimento do cabelo em de uso 24 semanas em comparação com finasterida.

 

Faça o download do arquivo no link abaixo e saiba mais sobre o assunto.

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Referências

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    2. Chuang A H, Bordlemay J, Goodin J L, Pherson J C. Effect of Sodium Lauryl Sulfate (SLS) on Primary Human Gingival Fibroblasts in an In Vitro Wound Healing Model, Military Medicine. 184(1), 97–01, 2019.
    3. Gavazzoni Dias MF, de Almeida AM, Cecato PM, Adriano AR, Pichler J. The Shampoo pH can Affect the Hair: Myth or Reality?. Int J Trichology. 6(3), 95-9, 2014.
    4. Bhatti HA, Basra MK, Patel GK.Hair restoration approaches for early onset male androgenetic alopecia. J Cosmet Dermatol. 12(3), 223-31, 2013.
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    7.  Price VH. Androgenetic alopecia in adolescents. Cutis. 71, 115-21, 2003.
    8. Boersma IH, Oranje AP, Grimalt R, Iorizzo M, Piraccini BM, Verdonschot EH1 .The effectiveness of finasteride and dutasteride used for 3 years in women with androgenetic alopecia. Indian J Dermatol Venereol Leprol. 80(6), 521-25, 2014.
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