metabolismo de ácidos graxos de cadeia curta

Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) é resultado do metabolismo da fermentação bacteriana de fibras e amido resistente no colón, originando acetato (C2), propionato (C3) e butirato (C4). Inegavelmente, os AGCCs estão ligados ao metabolismo energético, aumento de células T reguladoras e parece também direcionar benefícios às células cerebrais. Nesse conteúdo você encontrará opções de suplementação com Corebiome e Microbiomex, aumento significativo das concentrações de butirato, um dos principais AGCCs.

Metabolismo de ácidos graxos de cadeia curta

Os AGCCs são produzidos diariamente no intestino grosso, porém apresenta como interferente, o tipo de fibra ingerida, requer tipo específico de  microbiota e tempo de trânsito intestinal.

Decerto, os AGCCs após sintetizados, são absorvidos pelos colonócitos, aqueles não absorvidos pelos colonócitos são transportados para a circulação porta hepática e desse modo, serve como fonte energética para os hepatócitos exercendo ação em diferentes sistemas como mostra a figura a.

METABOLISMO AGCC

Fonte: Nogal, Valdes, Menni, 2021

(Silva et al., 2020; Nogal, Valdes, Menni, 2021)

Mecanismos propostos

De acordo com pesquisas, foi sugerido que os ácidos graxos de cadeia curta ligam-se a receptores acoplados à proteína G (GPCRs), e estes possuem subtipos que quando ativados promovem benefícios ao organismo.

Entretanto, já é conhecido que os receptores acoplados a proteína G, são expressos em grande quantidade em células da mucosa do trato gastro intestinal (TGI), do sistema imune, do sistema nervoso e participa também em diversos processos metabólicos, como mostra a fig. 1.

Figura 1- Interação de ácidos graxos de cadeia curta e diversos sistemas

Mecanismos de ácidos graxos de cadeia curta

Fonte: Silva et al., 2020

Interação enteroendocrina

Primordialmente, os efeitos da ativação de receptores vai depender da localização da célula em que estes são expressos. Por exemplo, a ligação de AGCCs a receptores de células enteroendócrinas tem como resultado a aumenta a secreção do peptídeo 1 semelhante ao glucagon (GLP-1) e do peptídeo YY (PYY), em contrapartida quando expressos em células β-pancreáticas, estimula controle da secreção de insulina.

Semelhantemente, a ativação de células T reguladoras sobre o sistema imune diminui mediadores inflamatórios.

 

(Nogal, Valdes, Menni, 2021; Silva et al., 2020)

Benefícios dos ácidos graxos de cadeia curta

Saúde intestinal

Conforme pesquisa os AGCCs tem ação em diversas áreas do trato gastrointestinal (TGI) através de atuação na:

  • Manutenção da integridade da barreira intestinal;
  • Síntese de muco;
  • Propriedade anti-inflamatória;
  • Diminuir proliferação celular descontrolada no colorretal.

Mecanismos influenciados pelos ácidos graxos de cadeia curta

  • Controlar doença inflamatória intestinal;
  • Ativação do tecido adiposo marrom;
  • Regular função mitocondrial do fígado;
  • Homeostase energética;
  • Controle do apetite;
  • Equilibrar ciclo circadiano.

Desordens metabólicas

De acordo com pesquisas, um possível envolvimento da microbiota intestinal com distúrbios metabólicos, seria um dos fatores causais para aparecimento de obesidade e diabetes melitus tipo 2 (DM2). Alteração na composição da microbiota e mudanças na produção de butirato foram identificadas em indivíduos com DM2.

Decerto foi apontado também que a ingestão de fibras (prebióticos) possibilita mudanças na composição e quantidade de microrganismos, com aumento da síntese de AGCCs, que pode influenciar secundariamente no tratamento da resistência à insulina.

(Silva et al., 2020; Nogal, Valdes, Menni, 2021)

Ácidos graxos de cadeia curta na suplementação

Tanto a administração de prebióticos quanto a administração de fontes de butirato por via oral demonstram influenciar mudança na microbiota intestinal, em virtude do aumento da produção de butirato que tem efeitos benéficos e por conseguinte elevar níveis de GLP-1.

Fontes de ácidos graxos de cadeia curta

  • CoreBiome

É um pós-biótico composto por 3 moléculas de butirato (tributirina), associado a um molécula de glicerol, através de um processo patenteado de microencapsulamento.

Dessa forma a molécula consegue chegar aos colonócitos para serem absorvidos, com essa molécula tem-se mais butirato disponível para ser absorvido, não sendo necessário metabolismo e a microbiota intestinal específica.

Literatura técnica: Infinitypharma

Benefícios de CoreBiome

  • Atividade anti-inflamatória

As altas concentrações de butirato permite uma excelente resposta anti-inflamatória, pois a molécula já se encontra em sua forma final para ser absorvido pelos colonócitos, e desse modo possui maior eficiência que a forma sódica disponível no mercado.

Ademais corebiome aumenta a resposta anti-inflamatória reduzindo a liberação de moléculas pró-inflamatórias como, interferon-δ , fator nuclear kappa B (NF-kB), fator tumoral alfa (TNF-α) e também interleucinas (IL-β, IL-6 e IL-8) como mostra a figura b. Dessa forma torna-se um coadjuvante na terapêutica de  colite ulcerativa e Doença de Crohn.

Fonte: Nogal, Valdes, Menni, 2021

  • Metabolismo energético

O butirato é utilizado pelos colonócitos onde será metabolizado no processo de β-oxidação mitocondrial, e com isso, gera NADH, H+ e Acetil-CoA, que posteriormente será uma fonte energética, produzindo ATP. Em síntese nesse processo fornece energia para as células intestinais de forma rápida, influenciando diretamente na melhora da permeabilidade intestinal.

  •  Diarreia

Certamente a prevenção da perda de água, sódio, cloro e potássio em uma situação de hiperosmolaridade intestinal, é uma das grandes vantagens sobre a quadros diarreicos. O mecanismo de melhora na absorção de sódio é dependente do transportador SLC5A8 que também se liga ao butirato, e por consequência, estimula a reabsorção eficiente do eletrólito.

Ademais, o GPR109A, um tipo de receptor da proteína G localizado no cólon, que quando ativado, pela presença do butirato, diminui o AMP cíclico no TGI, que quando em altas concentrações desenvolve a diarreia.

(Literatura técnica: Infinitypharma; Silva et al., 2020)
  • Microbiomex

Decerto a microbiota intestinal contribui para o metabolismo de nutrientes e vitaminas essenciais para o organismo, sendo assim, uma fonte de energia para diversos processos metabólicos. Entretanto, o microbiomex é uma associação de flavonoides, Citrus sinensis e Citrus paradisi, padronizado à 80% de hesperidina e 5% de iso-naringina.

Conhecido também como flavobiótico, e com isso, influencia potencializando a microbiota e melhora a barreira intestinal, pois, quando liberados no lúmen intestinal, protege contra a ação de espécies reativas de oxigênio (ROS) através da diminuição do estresse oxidativo e inflamatório.

Benefícios de microbiomex

  • Modulação da microbiota

A utilização de microbiomex aumenta a população de bactérias benéficas, Clostridium cluster XIVa, que tem como resultado um aumento
significativo na produção de ácidos graxos de cadeia curta, AGCC (acetato, propionato e butirato), nas células intestinais.

Figura 2- Aumento nas concentrações de AGCC e hormônios  no trato gastrointestinal

microbiomex e ácidos graxos de cadeia curta

Literatura técnica: Biovital

Essa modulação da microbiota e aumento da concentração de AGCC, por conseguinte estimula o sistema imune, a barreira intestinal e a secreção de hormônios ligados a saciedade e controle glicêmico.

Ácidos graxos de cadeia curta e regulação neuroendócrina

A barreira intestinal saudável promove a diminuição da resposta inflamatória, fortalecendo o sistema imune. Os AGCC afetam a secreção dos hormônios PYY, grelina e GLP-1. A modulação de PYY e grelina diminui o apetite e induz a saciedade, enquanto o GLP-1 controla os níveis glicêmicos.

Literatura técnica: Biovital

Em conclusão

Conforme demonstrado em diferentes pontos do texto e qual a importância dos benefícios que a utilização de ácidos graxos de cadeia curta pode promover ao organismo.

A suplementação com Corebiome e/ou Microbiomex direcionadas pode trazer significativos resultados positivos ao organismo, sendo uma forma útil e proveitosa em diferentes terapêuticas, como por exemplo, obesidade, síndrome metabólica, pós bariátrica, desordens inflamatórias do intestino, entre outras.

 

Referencias

Literatura técnica do fornecedor: Biovital

Literatura técnica do fornecedor: Infinitypharma

Nogal, A., Valdes, A. M., & Menni, C. (2021). The role of short-chain fatty acids in the interplay between gut microbiota and diet in cardio-metabolic health. Gut microbes13(1), 1–24.

Silva, Y. P., Bernardi, A., & Frozza, R. L. (2020). The Role of Short-Chain Fatty Acids From Gut Microbiota in Gut-Brain Communication. Frontiers in Endocrinology, 11.

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